O programa Escola 1.000, do governo do Paraná, vai destinar R$ 100 milhões para mil escolas da rede pública estadual realizarem obras de reformas e melhorias. Na região, são 44 estabelecimentos de ensino beneficiados, que vão receber R$ 4,4 milhões. Essa iniciativa vem em boa hora. A maioria dos colégios estaduais carece de intervenções. Uma estrutura adequada faz toda a diferença também no ensino.
O “Escola 1.000” foi lançado oficialmente na última terça-feira pelo governador Beto Richa (PSDB). Organizado pela Casa Civil do Governo do Paraná e a Secretaria de Estado da Educação, a iniciativa contempla quase a metade de toda a rede estadual, formada por 2,1 mil unidades e um milhão de estudantes.
O formato do programa merece ser destacado. A comunidade escolar decidiu em audiências públicas como e onde aplicar os recursos. Além disso, o dinheiro será depositado diretamente nas contas dos colégios estaduais. Assim, os estabelecimentos de ensino terão total autonomia para promover as melhorias que consideram mais urgentes.
O envolvimento da comunidade escolar é um aspecto fundamental. Estudantes, pais, professores e funcionários foram convidados a participar e agora verão suas reivindicações atendidas nos colégios.
Grande parte das escolas paranaenses tem muitos problemas estruturais, alguns antigos. Por isso, a importância do programa para melhorar o atendimento prestado aos estudantes. Serão feitas melhorias como reformas em quadras esportivas, banheiros, serviços de pintura, reparos nas redes elétrica e hidráulica, calçamento, troca de telhados e forros, entre outras.
Esse programa é importante para melhorar a qualidade escolar. É óbvio que um colégio com uma estrutura adequada reflete nos resultados pedagógicos. No entanto, a rede estadual enfrenta ainda grandes desafios. O governo do Estado precisa melhorar a sua relação com os professores, apesar da dificuldade dessa reaproximação após os episódios registrados no ano passado em Curitiba. No entanto, isso precisa ser feito pelo bem dos estudantes e do ensino.
O resultado mais recente do Índice de Desenvolvimento do Ensino Médio (IDeb) foi preocupante. O desempenho nos anos finais, especialmente na região, foi ruim. É um reflexo dos problemas estruturais nas escolas e também envolvendo o magistério.
O ponto positivo é a intenção do governo em encarar os problemas. O programa “Escola 1.000” mostrou que é possível unir a comunidade escolar em busca de soluções conjuntas. Esse é um passo importante num longo caminho ainda a ser percorrido.