OPINIÃO

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Luta contra o Aedes deve ser de todos

Tribuna do Norte

| Edição de 10 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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É preciso declarar “guerra” e unir esforços no combate ao Aedes aegypti. Além da dengue, o mosquito também transmite a febre chikungunya, a febre amarela e o zika vírus, que está sendo apontado como o causador do surto de casos de microcefalia no País.

O primeiro passo é a conscientização da própria população em relação aos riscos. O País convive há décadas com a dengue, mas muitos moradores insistem em não tomar os cuidados básicos para conter a infestação do Aedes aegypti. Com isso, muitos municípios têm índices acima do aceitável de proliferação do mosquito.

Borrazópolis (5,82%), Califórnia (4,45%), Grandes Rios (9,04%), Kaloré (7, 23%) e Rio Bom (5,22%) são as cidades da região com risco de surto de dengue, pois registram índice de infestação muito superior a 1%, considerado o limite aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A dengue, no entanto, não é a única ameaça. O Paraná confirmou nesta semana o primeiro caso autóctone de febre chikungunya. Um morador de Mandaguari contraiu a doença. Agora, é preciso toda a mobilização possível para evitar que o Estado também registre casos de zika, o que geraria um alerta muito grande para as gestantes, já que o vírus está sendo relacionado a um boom de casos de microcefalia em estados da região Nordeste.

A população precisa fazer a sua parte. É comum flagrar moradores com quintais sujos ou mantendo em suas casas recipientes que servem de potenciais criadores do mosquito. É uma falta de respeito e de inteligência, afinal, a dengue mata e o zika vírus provoca o nascimento de bebês com microcefalia, uma doença grave, na qual o cérebro das crianças é menor que o normal, o que gera problemas no seu desenvolvimento.

Os moradores precisam assumir a sua responsabilidade na luta contra o Aedes aegypti. É inaceitável que o País perca a guerra para esse mosquito por falta de conscientização. Eliminar os potenciais criadouros é uma tarefa que precisa fazer parte da rotina diária da população. Os municípios, por sua vez, têm a obrigação de fazer valer a lei e punir os cidadãos que insistem em não colaborar com a saúde pública.