O Paraná criou, de janeiro a agosto deste ano, 44.261 novas vagas de emprego para população de 18 a 24 anos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O número coloca o estado como o terceiro em colocação dessa faixa etária no país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. O jovem trabalhador paranaense corresponde a 7,9% do país
Na região, o fenômeno da força jovem de trabalho se repete. Até agosto deste anos, foram geradas 1,4 mil novas vagas de trabalho para os trabalhadores com até 24 anos nos quatro maiores municípios da região: Apucarana, Arapongas, Ivaiporã, Faxinal e Jandaia do Sul.
Em todos os municípios pesquisados, também com base no cadastro de dados do Caged, a faixa entre 18 e 24 anos, foi a que registrou maior saldo de novas vagas no período. No comparativo com outras faixas etárias, o desempenho chama mais atenção. Das sete faixas etárias pesquisadas, quatro registraram saldo negativo. Todas as faixas englobando trabalhadores a partir dos 30 anos perderam vagas de trabalho neste ano.
Ou seja, no mercado formal da região, as oportunidades estão melhores para o jovem, historicamente um trabalhador que encontra maiores dificuldades de empregabilidade. Tendo como premissa que boa parte dessas novas vagas é preenchida no chamado primeiro emprego, os números abrem boas perspectivas para uma faixa importante da população.
A maior contratação de jovens é interpretada, de um lado, como reflexo de um processo de recuperação econômica, que retoma contratações e abre oportunidade para o trabalhador mais jovem, ainda em formação, uma aposta que as empresas vinham evitando por conta da crise. Dados da última pesquisa sobre mercado de trabalho divulgados pelo IBGE em agosto apontam que o desemprego afeta em dobro o trabalhador jovem. Nessa faixa, o desemprego atinge 26,6% da população brasileira. Entre a população geral, a taxa é de 12,4%.
Se de um lado a maior abertura de oportunidades para jovem minimiza as dificuldades relacionadas ao ingresso no mercado de trabalho e ao primeiro emprego, de outro aponta para uma reestruturação do mercado com vistas à redução de custos. Os números mereceriam maior comemoração se o aumento das vagas para jovens não viesse acompanhado da extinção de vagas para trabalhadores mais experientes e, de modo geral, melhores remunerados.
O mercado de trabalho, aos poucos, vem dando sinais de recuperação, mas ainda há um longo percurso antes de termos realmente uma economia de pleno emprego. Espera-se que após as emblemáticas eleições deste ano, a recuperação econômica se fixe como a principal pauta de discussão deste país.
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