OPINIÃO

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Momentos difíceis para a educação do Paraná

Da Redação

| Edição de 15 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A APP-Sindicato e o governo estadual precisam resolver esse novo impasse e evitar a greve já anunciada para a próxima segunda-feira. Na reta final do ano letivo, uma paralisação seria extremamente prejudicial aos estudantes, às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) marcado para ocorrer entre os dias 5 e 6 de novembro.

O estopim para o início da mobilização dos professores é a Mensagem 43, enviada pelo governo estadual à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O texto prevê a suspensão do reajuste para o funcionalismo público do Paraná, acordado no ano passado. Após a reação imediata dos servidores, o governo estadual "segurou" a tramitação da matéria na Alep. No entanto, isso não foi suficiente para barrar a paralisação, que foi mantida.

A greve não deve ficar apenas restrita às escolas estaduais e deve alcançar também as universidades, que já aprovaram igualmente o início da mobilização para a próxima segunda-feira.

Esse novo impasse deve prejudicar a vida de milhares de estudantes paranaenses. No ano passado, o Estado já enfrentou uma greve traumática do magistério, que contou, inclusive, com atos de violência em Curitiba.

Na verdade, há um clima de rivalidade inaceitável entre governo e sindicato. Essa belicosidade vem sendo registrada desde o último movimento grevista, sendo apimentada, inegavelmente, por alguns aspectos políticos e diferenças ideológicas entre a APP-Sindicato e o governo estadual.

No entanto, é o estudante o maior prejudicado em meio a esse embate. É claro que o governo não cumpriu seu compromisso de reajustar os salários do funcionalismo, mas argumenta que essa suspensão é reflexo das dificuldades orçamentárias e que não tem condições de pagar, simultaneamente, reajuste salarial e promoções e progressões. A situação financeira é difícil, realmente. Outros estados sequer pagam em dia os salários do funcionalismo. No Paraná, não há notícias de atrasos.

São vários elementos que tornam as negociações difíceis. No entanto, é preciso pensar nos jovens da escolas e universidades. É preciso que os dois lados cedam. Uma greve prolongada na reta final do ano letivo seria terrível. A APP-Sindicato e as outras categorias precisam compreender a realidade financeira do Paraná, enquanto o governo estadual precisa apresentar uma solução para equacionar suas contas e incluir o reajuste como acordado. O que não pode ocorrer são radicalismos de ambas as partes. É o que a maioria dos pais e alunos espera.