Neste primeiro domingo de junho, foi celebrada a Santíssima Trindade. A revelação Trinitária vai acontecendo nas Sagradas Escrituras desde o Antigo Testamento. Também no Novo Testamento, o Senhor Jesus nos apresenta o Pai e o Espírito Santo, revelando-nos uma intimidade singular, um relacionamento pessoal e indivisível: “eu, tu ele”. Antes de ascender ao Céu, Jesus ordenou aos discípulos que batizassem “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Essa passagem bíblica expressa de maneira contundente e clara o conceito Trinitário, agora revelado e confirmado pelo próprio Jesus.
Esse mandado de Jesus trata-se de um resumo da realidade divina ensinada durante seu ministério acerca de Si mesmo, do Pai e do Espírito Santo. Todo cristão acredita e é batizado em nome da Santíssima Trindade e, a partir desse sacramento, é chamado a viver uma vida cristã alicerçada no amor Trinitário que, necessariamente, deve atingir o próximo, especialmente o mais necessitado.
O Mistério mais íntimo de nosso Deus é de comunhão e não solidão. Deus é amor, por isso é Pai, Filho e Espirito Santo, mistério que nossa humanidade não compreende, mas, pelo dom da fé, cremos e devemos viver intensamente. Não há três deuses, mas um só Deus em Três Pessoas. Como Deus é amor/comunhão o ser humano só se realiza totalmente quando vive na comunhão do amor Trinitário. Portanto a Igreja é Mistério de comunhão e a humanidade é continuamente chamada a sair do isolamento para viver a unidade em comunhão com Deus e com os irmãos. O desejo do Deus Uno e Trino é a comunhão de todos os seres humanos e essa deveria ser a busca contínua de cada um de nós: vivermos em comunhão conosco mesmo, com o próximo, com Deus e com a Casa comum. Trata-se de uma tarefa difícil e desafiadora para todas as gerações, mas essa é a missão deixada pelo próprio Cristo para todos nós.
Mesmo em tempos da exigência do isolamento social, não podemos deixar de lado a dimensão da necessária comunhão para a realização humana, nossa e dos nossos irmãos, que, quando bem vivida, nos faz ser solidários. A não vivência, mesmo à distância, da verdadeira comunhão e unidade, geram inúmeros episódios de violência, que, em dias já tão difíceis para a humanidade, nos deixam atônitos e perplexos com as atitudes do ser humano.
Quem verdadeiramente acredita no Deus Amoroso revelado por Jesus Cristo não pode aceitar o racismo, a violência, a anarquia e outras formas de agressão que vilipendiam a dignidade com a qual Deus criou o homem. O racismo é grave pecado, por isso, diz o Papa Francisco “é preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana”. Violência só gera violência. São João Paulo II afirmou: “A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”. Respeitar a dignidade de toda pessoa é dever de cada um de nós, visto que somos todos imagem e semelhança de Deus. Essa verdade é muito cara à Igreja e, se nos afastarmos dela, nos afastaremos de Deus.
A Festa da Trindade nos exorta hoje, diante da situação difícil pela qual passa a humanidade. A doação da Santíssima Trindade é total à humanidade, mas é necessária a nossa parte: conversão. Deus continua sendo o Deus misericordioso, clemente, paciente, rico em bondade e fiel. Ele, amoroso e compassivo, continua nos aguardando e confia em nossa capacidade de superação. Deus é comunhão, não sejamos divisão!
OPINIÃO
MAIS LIDAS
-
Cidades
03/08Empresário de Rolândia (PR) é primeiro ganhador do prêmio de R$ 1 milhão da Poupança Premiada Sicredi
-
Geral
31/10Pesquisa sugere criação de presídio para idosos no Rio
-
Economia
10/03Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia
-
Esporte
02/02Willian Kibor e Núbia de Oliveira vencem a Prova 28 de Janeiro
-
Esportes
17/06Caravana roda o país com ex-atletas do futebol feminino