OPINIÃO

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Nossas rodovias precisam de melhorias significativas

Tribuna do Norte

| Edição de 01 de junho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Pesquisa CNT de Rodovias 2015, divulgada anteontem, revela a situação preocupante da malha rodoviária do Paraná e de todo país. Segundo o levantamento, mais da metade das rodovias que cortam o Estado tem algum tipo de deficiência. Seriam necessários R$ 3,01 bilhões de investimentos para a reconstrução, restauração e a manutenção dos trechos danificados. Esse estudo não representa necessariamente uma novidade para os motoristas que cruzam o Paraná diariamente e utilizam, principalmente, rodovias estaduais, que enfrentam muitos problemas.

Segundo o estudo, que avalia itens como pavimento, sinalização e geometria, 52,3% (3.136 km) da extensão analisada no Paraná apresentam algum tipo de deficiência, sendo o estado geral classificado como regular, ruim ou péssimo. Somente 47,7% (2.860 km) tiveram classificação ótimo ou bom. A Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, que chegou a sua 19ª edição, percorreu 5.996 km no Estado e, em todo o Brasil, foram mais de 100 mil km avaliados.

Das rodovias avaliadas na região, as federais BR-369 e BR-376 foram “aprovadas”. Já quatro estaduais incluídas no levantamento - PR-444 (que liga Arapongas a Mandaguari), PR-170 (Rodovia do Milho), a PRT-466 (que passa por Jardim Alegre e Ivaiporã) e a PR-453 (que liga Borrazópolis a PR-170) apresentaram problemas. A pior situação é da PR-170, que passa por Novo Itacolomi, reprovada em todos os itens. A PR-444, campeã de acidentes, também foi criticada no estudo pelos conhecidos problemas de geometria.

As rodovias estaduais, é verdade, são alvo de muitas reclamações há bastante tempo. Além dos problemas de geometria e sinalização, há sérias deficiências no pavimento, que causam danos nos veículos e também provocam acidentes graves, com vítimas.

Até mesmo as rodovias federais, bem avaliadas, exigem algumas intervenções. A BR-376, por exemplo, é uma delas. Nesse caso, a reivindicação diz respeito à duplicação no trecho entre Apucarana e Ponta Grossa. A obra já foi iniciada, mas sua conclusão é fundamental para melhorar a fluidez do tráfego e também reduzir o risco de acidentes. Entre Apucarana e Mauá da Serra, por exemplo, não há sequer uma terceira faixa, o que estimula, infelizmente, um comportamento mais agressivo de motoristas ao volante.

Enfim, a malha rodoviária precisa de intervenções. Não é apenas no Paraná, mas em todo o país. É fundamental melhorar as nossas rodovias. Afinal, é por essas estradas que nossas riquezas são transportadas e o Brasil está muito atrasado em sua infraestrutura de transportes.