A inflação voltou a bater recordes em janeiro e chegou a 10,71% no acumulado dos últimos 12 meses. É o maior índice desde novembro de 2003, quando alcançou os 11,02%. Os números do IPCA (inflação oficial) de janeiro foram divulgados na sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e comprovam o que o cidadão percebe toda vez que vai fazer compras no supermercado ou abastecer o carro: os preços estão subindo estratosfericamente.
A alimentação e o transporte foram os principais responsáveis pelo aumento nas despesas. Segundo o IBGE, o grupo alimentos e bebidas subiu 2,28% em janeiro, o pior resultado para o mês desde o Plano Real (criado em 1994), quando subiu 3,91%. O grupo acumula em 12 meses crescimento maior que o IPCA, com alta de 12,90%. Os itens com variações mais expressivas novamente estão no setor de hortifrúti, que tem se tornado vilão constante da inflação.
O preço da “feirinha” está nas alturas. A cenoura teve a maior alta em janeiro, com 32,6%. O quilo do produto, que já custou abaixo de R$ 3, agora passa dos R$ 4,20. O tomate vem logo em seguida, com 27,3%, passando de R$ 4 para mais de R$ 6. A cebola ficou em terceiro, com 22% de alta, indo de R$ 4 para R$ 5.
São itens básicos de consumo, que não podem faltar na rotina doméstica das famílias. Essa inflação absurda, muito acima da meta de 4,5% estipulada pelo governo, provoca aumento do custo de vida do cidadão, que começa a se privar e passa a regrar o consumo até de alguns alimentos.
Essa situação comprova que a política econômica do governo Dilma Rousseff (PT) está em frangalhos. É preciso se reinventar e apontar soluções para reduzir a inflação e voltar a atingir patamares aceitáveis.
O País não pode continuar nessa toada. O aumento da inflação corrói o poder de compra do trabalhador e provoca um efeito “bola de neve”, afetando os serviços e as indústrias. Além disso, um dos primeiros efeitos da inflação alta é o aumento dos juros. Assim, os empréstimos bancários ficam mais altos e a prestações disparam. O governo tem a obrigação de reverter esse quadro extremamente negativo.