OPINIÃO

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O benefício da contagem regressiva

Abraham Shapiro

| Edição de 14 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Aqui vai uma curiosidade fantástica. E antes que você tache de cultura inútil, leia até o fim para entender, por favor.
‘A Mulher na Lua’ é o título de uma ficção do cinema mudo que estreou em outubro de 1929, na Alemanha. É considerado um dos primeiros filmes sérios de ficção científica. 
Foi dirigido pelo alemão Fritz Lang, baseado no romance ‘The Rocket to the Moon’, escrito por sua esposa, a escritora Thea von Harbou.
O filme é realmente histórico em todo seu sentido. Nele foram apresentados pela primeira vez a uma audiência de massa os princípios básicos de um foguete tal como conhecemos até hoje, incluindo o uso do foguete de vários estágios.
Mas o que eu desejo salientar é um item que sorrateiramente se inseriu na nossa cultura e que poderia passar despercebido. É que para o lançamento do foguete naquele filme, a roteirista utilizou pela primeira vez a contagem regressiva: 10, 9, 8, 7 ... 3, 2, 1, 0 ! Thea von Harbou é a inventora desse sistema de contagem.
E daí? Até aqui realmente a informação tem cara de cultura de almanaque. Acontece que isso funciona, sabia? 
A contagem regressiva tem um poder próprio. É o poder de concentrar a atenção de todos os envolvidos num projeto e garantir que estejam alertas para o que deverá acontecer ao final como somatória do trabalho de todos. É de engajamento que estamos falando. 
À medida que se aproxima do zero, a tensão aumenta e junto dela a responsabilidade.
E o que importa nesse processo é o compromisso de que tudo se realize antes mesmo que a contagem chegue ao zero. 
O que pode-se aprender disso? Essencial e máximo em qualquer projeto é que o objetivo seja o sucesso, e não apenas o cumprimento de prazos ou de obrigações. Está aí uma lição espetacular para Gestão e Liderança.