Na última eleição, o eleitor demonstrou seu descontentamento com a classe política. Alguns políticos crentes de sua reeleição não conseguiram manter-se em seus cargos.
Embora ainda seja cedo para se ter uma conclusão, mas percebe-se que há um descrédito geral na política partidária, principalmente no que diz respeito aos planos de trabalho que deixaram de cumprir ou de oferecer durante seus mandatos. Cada um preocupou-se mais pensando em si, na grande maioria, do que pela coletividade.
O eleitor hoje mais cauteloso na vida partidária percebeu que seu voto é valioso e não procurou desperdiçá-lo em candidatos de nomes conhecidos e populares, que iriam servir como se diz de fachada aos partidos, tanto é que para citar como exemplo candidatos em São Paulo, como Marquito, artista de TV, Marcelinho Carioca, Chico Lanhg, Agnaldo Timóteo e o Palha Atchim, são exemplos de alguns candidatos famosos que sequer chegaram à marca de 0,30% de votos.
Os analistas políticos levam em conta outro indicador de mudança do eleitor: a queda drástica na participação de alguns partidos nos municípios. Em quatro anos, o PT, por exemplo, perdeu 59,4% das prefeituras que ocupava, indo de 630 que tinha em 2012 para 256 em 2016. Assim, discursos e apelos à segregação de classes, sexualidade etc. parecem não ser mais suficientes para convencer a população. De fato, houve uma radical reviravolta no pensamento dos eleitores não acreditando em promessas que seriam impossíveis de serem atingidas.
O que chamou muito a atenção foi o grande número de eleitores que rejeitaram os pleitos em suas cidades, abstendo-se de votar ou, simplesmente, anular seus votos e, como exemplo, podendo-se tomar a cidade de São Paulo que possui cerca de 12 milhões de habitantes, com um IDH de 0,805 muito alto e com cerca de nove milhões de eleitores, onde abstiveram-se de votar cerca de 3 milhões eleitores, considerados como nulos ou em branco. Concluindo-se que o número de eleitores que rejeitou ou evitou escolher um candidato equivale a 35% do total, e, como consequência, ultrapassou a soma dos votos de segundo, terceiro e quarto colocados (Haddad, Russomano e Marta), em 762 mil.
Olhando-se para esses números, em se falando somente na cidade de São Paulo (SP), e, com certeza, em outros centros eleitorais há de se ponderar e de se preocupar que algo tem que ser feito para reverter com esse quadro preocupante.
A nível de Apucarana há de se ponderar que a vitória de Beto Preto foi surpreendente, aliás histórica e sobrepujando os demais candidatos com ampla vantagem de votos, isso numa demonstração inequívoca de seu incontestável trabalho realizado em prol da comunidade apucaranense. O povo de Apucarana confiou nas suas realizações e continua crente que terá continuidade na nova gestão. Não foi em vão seu trabalho e merecedor da confiança dos apucaranenses e todos acreditam que no novo mandato continue trabalhando em prol do crescimento da cidade e da região.