OPINIÃO

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O combate à criminalidade não se restringe à polícia

Da Redação

| Edição de 22 de outubro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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É extremamente positivo ver a queda de 29% nos números de furtos em Apucarana, conforme divulgado em reportagem publicada no último domingo pela Tribuna. Os números são reflexo direto de uma política adotada recentemente pela Polícia Militar (PM) de Apucarana, através do 10º Batalhão, que realiza ações diárias em pontos estratégicos da cidade. No entanto, os policiais não podem atuar sozinhos. É preciso que outras áreas recebam também a atenção devida.
A redução nos números de furtos e, no curto prazo, também de roubos mostra que as ações da PM, realizando blitzes e operações diárias em bairros, distritos e também no centro da cidade, têm surtido efeito. Os policiais têm realizado seu trabalho ao coibir o crime e também ao combater as ações de bandidos, que antes se sentiam mais à vontade para praticar os delitos.
No entanto, é sabido que os furtos são, em sua grande maioria, consequência do vício em drogas. Muitos usuários, incapazes de manter a compra dos entorpecentes por meios próprios, começam a praticar estes delitos com o objetivo de trocar os itens furtados por droga. Mesmo que a PM intensifique o combate ao tráfico, este é um problema não apenas policial, mas também de saúde pública. O poder público, em todas as suas esferas, precisa dar mais atenção e suporte à saúde mental, tão negligenciada e vista ainda como tabu pela sociedade. São problemas desta natureza que acabam desencadeando o vício em drogas, vistas no início como uma fuga para os problemas, que poderiam ser tratados através de terapia psicológica ou medicamentos psiquiátricos.
Portanto, é preciso ressaltar o importante trabalho que vem sendo desenvolvido pela Polícia Militar de Apucarana, visto que os índices de criminalidade estão baixando, o que prova a eficácia do serviço policial. Porém, a polícia não pode trabalhar sozinha. Várias são as causas para a criminalidade. O poder público precisa estar atento a isso, dando resposta a estas demandas, para o bem de toda a sociedade.