O desemprego também precisa entrar na pauta da eleição municipal desde ano. Trata-se de um problema nacional, que atinge praticamente todos os municípios. São quase 12 milhões de desempregados no país e o número de pessoas sem ocupação é grande também em Apucarana e Arapongas.
No último domingo, a Tribuna trouxe reportagem sobre os planos de governo em Apucarana. A saúde é o principal carro-chefe dos concorrentes ao cargo, mas os candidatos também têm propostas importantes na área de emprego e renda. Esse debate também precisa ser aprofundado nas demais cidades da região, onde as oportunidades de trabalho são ainda mais escassas.
Criar novos empregos é um desafio permanente. Em tempos de crise e onda de demissões, essa demanda é ainda maior. Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram o tamanho do problema em Apucarana e Arapongas. Juntos, os dois municípios perderam 613 postos de trabalho em julho, mais que o dobro das vagas encerradas em junho, quando o saldo negativo chegou a 288. Essa desaceleração vem ocorrendo desde o ano passado. A região chegou até a esboçar uma breve recuperação no final do primeiro semestre. No entanto, as demissões voltaram com força em junho e julho.
Arapongas liderou a extinção de postos de trabalho. O saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 325 vagas. Apucarana seguiu na mesma toada, registrando saldo negativo de 288 vagas.
Apesar da influência que a economia nacional exerce, os municípios precisam buscar alternativas nesse sentido. O objetivo de todo prefeito é trazer mais empresas. Essa busca precisa ser incessante, abrindo novos parques industriais. Para isso, é fundamental colocar em prática algum tipo de benefício fiscal para tornar a cidade em questão atrativa. Se isso não for possível, em virtude da conjuntura, é importante apoiar as empresas já instaladas, ajudando no que for possível para dar novo fôlego aos negócios, estimulando o estancamento das demissões e, se possível, a abertura de novos vagas de trabalho.
Os municípios precisam abrir mão de todo o esforço possível para gerar emprego. É claro que isso precisa ser feito de forma responsável, sem prejudicar os cofres públicos. Apoiar a indústria e o comércio é uma tarefa essencial. O desemprego nas alturas é terrível para o país e, correspondentemente, para os municípios. Todo o esforço para reverter ou amenizar o quadro em tempos bicudos da economia deve ser feito. Apucarana e Arapongas vivem esse desafio, assim como todo o país.