Apesar da complexidade, Apucarana precisa encarar de frente o problema da numeração das ruas da cidade. É uma deficiência que existe há décadas, mas que está trazendo transtornos à população, principalmente no que diz respeito ao serviço postal do município. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) presta um serviço muito deficiente.
O assunto foi parar no Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR). O MPF de Apucarana iniciou investigação sobre o caso em 2012 e, em 2014, enviou recomendação à Prefeitura e aos Correios para que solucionassem o problema da numeração.
No começo do ano passado, o MPF propôs ação civil pública contra a EBCT com o objetivo de garantir a qualidade do serviço postal domiciliar. Uma multa por danos morais coletivos na ordem de R$ 64,6 milhões à empresa foi solicitada.
Desde então, no entanto, pouca coisa evoluiu. Anteontem, o MPF realizou uma audiência com representantes da Prefeitura e dos Correios. A reunião contou com a presença do prefeito Beto Preto (PSD). Um novo prazo de 60 dias foi dado para que um plano de trabalho seja reapresentado.
A questão da numeração das moradias é emblemática em Apucarana. Ao longo das últimas décadas, não houve nenhuma ação concreta para resolver o problema, que só tem piorado com o surgimento de novos loteamentos residenciais.
Assim, a solução para o problema se torna complexa. No entanto, é possível, sim, realizar um trabalho para resolver essa situação gradativamente. O caminho para a Prefeitura e os Correios, talvez, seja elencar prioridades e iniciar a correção dos números nas regiões mais problemáticas. Definir um cronograma bairro a bairro pode ser um caminho para resolver essa falha histórica. Algo, no entanto, precisa ser feito nesse sentido.
Além disso, os Correios precisam reavaliar sua política em Apucarana. Os serviços prestados à população são deficientes e alvo de críticas há anos. Além da questão da numeração, que dificulta, a empresa necessita ampliar o número de funcionários para atender a contento a cidade. Recentemente, trabalhadores entraram em greve para reclamar da defasagem pessoal.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tem deixado muito a desejar em Apucarana há bastante tempo. É fundamental resolver essa situação. A cidade vem crescendo sem que os Correios ampliem o número de funcionários para atender de forma eficaz os bairros. Isso explica o atraso sistemático no envio de correspondências e de contas. A população de Apucarana exige uma resposta a esses problemas.