OPINIÃO

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O trânsito exige mais civilidade e cortesia

Tribuna do Norte

| Edição de 08 de janeiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Atitudes diárias dizem muito sobre a personalidade e a formação das pessoas. Furar a fila, não devolver o troco a mais, furtar sinal da TV a cabo (gatonet) e adquirir produtos piratas são apenas alguns exemplos do famigerado jeitinho brasileiro de buscar vantagem em tudo e retratam a completa falta de educação presente no cotidiano.

No trânsito, não é diferente. Muitos motoristas fazem de tudo para obter vantagens que, na prática, não acrescentam em nada na dura rotina das grandes cidades. Estacionar em vagas especiais é um exemplo. Há condutores que simplesmente não se constrangem em estacionar no lugar destinado a deficientes físicos e idosos.

Para conter essa infração de trânsito, entrou em vigor nesta semana uma mudança no Código de Trânsito Brasileiro, que amplia a multa nesse casos. A notificação, que era considerada leve, com a retirada de 3 pontos na carteira de habilitação e pagamento de R$ 53,20, passa a ser considerada uma notificação grave, com 5 pontos na habilitação e multa de R$ 127,69.

Em Apucarana, por exemplo, estacionar nas vagas destinadas a idosos e deficientes lidera anualmente o número de notificações feitas pelos agentes de trânsito.

O trânsito, mas também as relações diárias, necessitam de algumas características de convivência que não custam nada e exige apenas paciência e educação. São o respeito, a cortesia, a cooperação, a solidariedade e a responsabilidade. São eixos de comportamento que, se colocados em práticas nas ruas e rodovias do País, seriam transformadores na fluidez do tráfego e também na redução de acidentes, com mortes e feridos.

Essas qualidades deveriam ser transferidas de geração para geração. No entanto, o que esperar de uma criança que assiste, do banco de trás do carro, o pai estacionar em local proibido ou dirigir sob influência de álcool, por exemplo? Certamente, será um futuro motorista como os mesmos vícios.

Esta tarefa, obviamente, não é fácil. Afinal, não se transforma a mentalidade de uma sociedade de uma hora para outra. É algo complexo, que exige a participação e conscientização de todos. No entanto, é fundamental encarar esse desafio e começar agora. Não podemos ficar de braços cruzados.