Apesar das dificuldades econômicas, o Paraná vem se destacando no cenário nacional. Diferentemente de outros estados da federação, que sofreram com a recessão econômica, as finanças estão controladas e os frutos desse esforço são colhidos.
Pelo segundo ano consecutivo, o Paraná foi considerado o segundo Estado mais competitivo do País no ranking Competitividade dos Estados Brasileiros de 2015/2016, elaborado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), divisão de análise do grupo The Economist, em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP) e a Tendências Consultoria.
O ranking foi divulgado na última segunda-feira em São Paulo em evento na sede da Bovespa, considerando dados das 27 unidades da federação. Na pontuação total, o Paraná ficou com uma nota 76,9, atrás de São Paulo (88,9) e à frente de Santa Catarina (74,3), Distrito Federal (66,8) e Mato Grosso do Sul (65,1).
A pontuação leva em conta um conjunto de 65 indicadores dentro de 10 pilares considerados essenciais para o bom ambiente de negócios: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, capital humano, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
É inegável que esses bons resultados refletem a política colocada em prática pelo governador Beto Richa (PSDB). Ciente do quadro nacional difícil, o tucano implementou um ajuste fiscal para garantir fôlego econômico. É claro que, inicialmente, houve uma rejeição. No entanto, hoje as medidas amargas adotadas pelo Paraná estão sendo copiadas por outros governadores.
A questão fiscal foi decisiva para que o Paraná garantisse competividade no País. Esse ambiente favorável torna o Estado atraente para novos investimentos. Isso representa geração de emprego e renda.
O governo estadual garantiu solidez fiscal, o que permitiu a ampliação de investimentos em infraestrutura e nas políticas sociais.
A situação paranaense é totalmente distinta de outros Estados, como o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, que enfrentam um verdadeiro caos, sem condições de pagar sequer os salários dos servidores estaduais. Por isso, a importância do ajuste fiscal colocado em prática pelo governo do Estado, que colocou o Paraná nessa situação extremamente confortável.
É claro que muitos desafios ainda persistem, principalmente na questão de infraestrutura, emprego e segurança pública. No entanto, as bases estão sólidas para contornar os problemas e buscar soluções para as demandas estaduais.