Este 2015 que se despede hoje deixará saudades para poucas pessoas. A crise econômica chegou para valer e deixou milhares de brasileiros desempregados. Com a queda do poder aquisitivo e o temor de perder o emprego, o poder de consumo caiu e isso gerou uma “bola de neve”, atingindo todos os setores, da indústria, comércio até os serviços. Há anos que o Brasil não vivenciava um clima de desconfiança e desesperança como agora.
O País não pode cometer os mesmos erros em 2016, começando pela crise política que ajudou a paralisar a economia. É preciso definir de uma vez por todas a situação da presidente Dilma Rousseff (PT). Ou a petista segue no cargo com a sustentação mínima para governar e reequilibrar as finanças nacionais ou o Congresso decide imediatamente pelo impeachment.
Essa indefinição não pode prosseguir. É indiscutível que a insegurança política atual atrapalha ainda mais o País, pois o Congresso - principalmente na figura nefasta do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – vem duelando com o Executivo, barrando projetos e dificultando ainda mais a gestão da petista.
Por outro lado, são também indiscutíveis os erros administrativos e a falta de capacidade de gestão e de articulação política da presidente Dilma Rousseff. Não é por menos que a petista vem batendo recordes de rejeição de popularidade. Se o governo vai mal, muito é por culpa da teimosia e da inaptidão de Dilma.
O ano que começa amanhã precisa ser diferente. As circunstâncias atuais nos encaminham para um sentimento de pessimismo, que não é o ideal. É difícil ser otimista com a crise que assola o Brasil, gera demissões e espalha um sentimento de medo. No entanto, precisamos olhar para frente, pensar no País de forma coletiva e procurar alterações. O Congresso precisará saber o que é melhor, se o impeachment ou a manutenção da presidente. A partir de uma definição, que precisa ser rápida, o País deve se unir em busca de um objetivo comum, que é recuperar a economia, fortalecer a indústria e reaver a confiança de investidores.
A população brasileira, que sofreu tanto em 2015, quer apenas o direito de voltar a sonhar com dias melhores em 2016.