OPINIÃO

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Polícia precisa dar mais importância aos furtos

Da Redação

| Edição de 14 de dezembro de 2016 | Atualizado em 14 de dezembro de 2016

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Os furtos não podem ser tratados como um crime menor. É claro que roubos e homicídios têm prioridade. No entanto, é preciso maior comprometimento nas investigações também dessas ocorrências mais “simples”. É uma questão de respeito às vítimas. 
O furto, em síntese, é quando um ladrão toma um objeto de uma pessoa sem estabelecer contato com a vítima. No roubo, ao contrário, há contato (ameaça), na maioria das vezes com os criminosos portando algum tipo de arma.  

Em Apucarana, muitos casos de furtos estão sendo registrados. São residências e estabelecimentos comerciais invadidos por ladrões, que levam objetos, que, muitas vezes, não são recuperados. 
Nada mais revoltante do que ter a casa ou a loja invadida por bandidos. A sensação é de completa impotência. Infelizmente, esse tipo de crime nem sempre tem uma resposta ágil das autoridades. Os policiais comparecem ao local do delito, anotam as informações de forma educada, mostram-se sensíveis ao drama da família, mas falta uma atuação mais contundente e imediata na busca pelos autores.  
Todos sabem que as polícias – Civil e Militar – estão sobrecarregadas. É fato. Há muitos crimes e o efetivo é insuficiente, além da fragilidade da estrutura à disposição. É verdade também que muitos desses bandidos são presos, mas ficam pouco tempo na cadeia devido às lacunas da legislação criminal. A polícia sente-se enfraquecida e reclama que está “enxugando gelo”. 

É, realmente, um problema e um fator desmotivador. No entanto, o cidadão também “enxuga gelo”. Sofre todo o tipo de dificuldades para se manter empregado, se desespera com a corrupção, com as injustiças, com a criminalidade, mas continua trabalhando, lutando, pagando seus impostos, contribuindo para a sociedade. 
No caso dos furtos, é de conhecimento público a relação íntima desse tipo de crime com o tráfico de drogas. Em quase todas essas ocorrências, são usuários de drogas que arrombam casas atrás de objetos que possam ser trocados por maconha, crack e cocaína, principalmente. 

Infelizmente, muitas “bocas de fumo” persistem em Apucarana e na maioria das cidades, e até são conhecidas por muitos moradores nos bairros da periferia. É um círculo vicioso, com o perdão do trocadilho: dependência de drogas, furtos, dependência de drogas... 

Até quando o cidadão de bem precisará chegar em casa à noite, depois de um exaustivo dia de trabalho, torcendo para que sua residência não tenha sido violada? Homicídios, latrocínios e roubos devem ter prioridade, sim, mas o combate aos furtos e ao tráfico de drogas também é importante.