A região de Apucarana enfrenta a segunda estiagem do ano. Não chove há 35 dias nos municípios do Vale do Ivaí. Entre abril e maio, a seca foi ainda maior e durou 54 dias. As consequências desse clima seco são enormes para a população. Há risco de desabastecimento de água e também aumentam os casos de doenças respiratórias com o aumento do número de incêndios florestais.
As pessoas precisam fazer a sua parte, principalmente evitando o desperdício de água. Apesar da falta de chuva, muitos moradores lavam as calçadas e os carros, mostrando total descompromisso com a coletividade.
A situação é preocupante. A falta de chuvas já afeta o abastecimento de água em pelo menos quatro cidades da região: Jandaia do Sul, São João do Ivaí, Godoy Moreira e Lunardelli.
A situação mais grave é a de Jandaia do Sul, onde a condição do rio Marumbizinho, que abastece a cidade, é tão crítica que a Sanepar cogita iniciar um racionamento nos próximos dias. O consumo de água em Jandaia do Sul é superior aos meses de verão. A média diária aumentou de 4.452 m³ para picos de 5.501 m³ em pleno inverno.
Em Lunardelli, a Sanepar precisou utilizar caminhões-pipa para completar o reservatório. Já em Mauá da Serra e São João do Ivaí, os rios que abastecem as cidades estão em níveis críticos, o que coloca a companhia em alerta.
O tempo seco também traz os riscos de incêndios ambientais. As queimadas, além do perigo à segurança, também ajuda aprofundar as doenças respiratórios. Esse quadro já está complicado por conta da baixa umidade do ar, que chega a 25% em alguns municípios. Infelizmente, a maioria desses incêndios é provocada pelas próprias pessoas, que mais uma vez mostram total falta de respeito ao próximo e à coletividade.
Apucarana é a terceira cidade com mais casos de queimadas. O número de ocorrências aumentou 98% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento recente do Corpo de Bombeiros publicado pela Tribuna.
A população precisa colaborar nessas situações. A falta de conscientização prejudica toda comunidade. Muitas pessoas carecem de bom senso. Essas são as primeiras a reclamar quando serviços essenciais, como a água, são prejudicados. Tudo é uma questão de educação e respeito.