Os primeiros casos de dengue do ano em municípios da região relembram a necessidade de manter permanentemente o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. É fundamental manter a vigilância para evitar a ocorrência der surtos e epidemias na nossa região.
As chuvas constantes das últimas semanas são propícias para a proliferação do Aedes. Por isso, é importante redobrar a atenção para evitar o acúmulo de água parada, formando potenciais criadores do mosquito.
Em Apucarana, o primeiro caso do ano é importado (foi contraído em outra cidade). O paciente é uma criança de cinco meses, que retornou de Santa Catarina, com sintomas da doença. Um irmão de 16 anos também tem suspeita do vírus e a confirmação depende de laudo do Laboratório Central do Estado (Lacen-pr). Na região, outros dois casos foram registrados em Ivaiporã e outro em Ariranha do Ivaí.
Infelizmente, a falta de colaboração dos moradores amplia os riscos. Muitos terrenos baldios estão abandonados e agentes de endemias têm encontrado muitas larvas que se desenvolvem em reservatórios de água, principalmente em copos plásticos, tampas de garrafas e outros objetos.
A situação é preocupante, porque as chuvas constantes, aliadas ao calor da estação, podem aumentar a proliferação do Aedes aegypti. Por enquanto, a situação ainda é confortável na região, mas qualquer deslize no combate aos focos do mosquito pode mudar esse quadro radicalmente. Isso já ocorreu em anos anteriores, quando vários municípios do Vale do Ivaí enfrentaram surto e até epidemia da doença.
É preciso lembrar que a dengue mata. Além desta doença, há ainda o risco do zika vírus e também da febre chikungunya, da mesma forma muito perigosas e que podem trazer consequências graves aos pacientes infectados.
No último boletim da dengue divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 439 casos de dengue, 14 de zika e três de chikungunya no Paraná, sem mortes relacionadas a essas doenças. De acordo com a Secretaria de Saúde, o Estado do Paraná tem 315 municípios infestados com o mosquito transmissor, em levantamento realizado no período agosto de 2016 a 24 de janeiro. Na região, o primeiro caso de dengue foi registrado na primeira semana de janeiro, em Arapongas.
Não há outro caminho para combater a dengue a não ser a conscientização. O primeiro passo precisa ser dado pelo cidadão, mantendo seus quintais limpos. Unindo esforços será possível evitar, novamente, os perigos da dengue, zika vírus e febre chikungunya.