OPINIÃO

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Prioridade também para a habitação de Apucarana

Da Redação

| Edição de 26 de junho de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Setenta e nova mulheres integram tropas das forças de segurança da região. São policiais militares, bombeiras e guardas municipais em atividade. A presença feminina nas corporações militares, apesar de ter dado seu passo inicial há 42 anos, com a criação do primeiro pelotão de Polícia Militar Feminina, com 42 recrutas em Curitiba, vem se intensificado mais nos últimos anos. Segundo a corporação, o estado é o segundo com maior acesso de mulheres à tropa, depois de São Paulo.

Na região, a primeira policial feminina lotada no 10ª Batalhão de Polícia Militar de Apucarana chegou em 2002, transferida de outra unidade. Já no Corpo de Bombeiros do Paraná, o ingresso feminino demorou muito mais a acontecer e só começou em 2005 em todo Estado. 
O ingresso das mulheres na segurança pública ganhou maior reforço, na região, a partir das escolas de formação da PM. No 10º BPM, a primeira a aceitar mulheres foi em 2006. Nas escolas de 2010, 2014 e 2014 foram formadas 13 policiais. Na última formação, em 2016, foram 17, metade do contingente feminino atual do batalhão, de 34 mulheres.
A criação das Guardas Municipais na região também abriu portas para as mulheres atuarem na área de segurança pública. Na GM de Arapongas, por exemplo, elas correspondem a 13% da tropa com atuação em áreas estratégicas em programas de educação, acompanhamento da Patrulha Maria da Penha e na coordenação da corporação. 
Desde o ingresso das primeiras policiais, no final da década de 70, a posição das mulheres dentro da corporação foi sendo alterada. Inicialmente, por lei, a missão feminina estava relacionada a policiamento ostensivo, principalmente no que se refere à proteção de menores, mulheres e anciãos. A partir de 1981 as policiais militares começaram a atuar policiamento de trânsito e, a partir daí, houve uma maior equiparação de funções,
O ingresso de uma mulher no comando geral da PM, cargo assumido em abril pela coronel Audilene Rosa de Paula Dias Rocha, é prova disso. Antes de ser promovida pela governadora Cida Borghetti, a coronel era Chefe do Estado Maior da Corporação, e seu nome era o terceiro na estrutura da Polícia Militar do Paraná.
O aumento do trabalho feminino na segurança pública é um certamente um avanço dentro da estrutura do estado e do cumprimento ao princípio da equidade de gênero. Contudo, os próprios números mostram como o processo é lento, notadamente no interior. Com uma mulher no comando geral da PM do Estado, espera-se que novos avanços ocorram.