OPINIÃO

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Profissionalização da gestão do lixo é avanço

Da Redação

| Edição de 31 de dezembro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Criada no final da década de 90 para dar suporte às diversas famílias que tiravam seu sustento do garimpo de materiais no lixão, a Cooperativa dos Catadores de Material Reciclável de Apucarana (Cocap) já enfrentou uma série de dificuldades nos últimos anos.
A cooperativa – uma das primeiras da região a ser formatada e que serviu de referência de organização para várias outras entidades, principalmente após o fechamento do lixão em 2001 – já passou por dois incêndios de grandes proporções que destruíram totalmente seu patrimônio, além de travar uma longa queda de braço com administrações municipais para que o serviço prestado fosse remunerado, o que só ocorreu na atual gestão.
Com recebimento de recursos públicos e as consequentes exigências legais que decorrem disso e a atualização da legislação de meio ambiente, a Cocap teve que se readequar novamente. Em 2017 foi determinada uma intervenção judicial na cooperativa, que apresentava uma série de irregularidades administrativas.
Com muitas dívidas e um passivo trabalhista considerável, a entidade estava ruim das finanças, com licença ambiental vencida e, por conta disso, impossibilitada de receber incentivos públicos para atividade.
A boa notícia é que esses problemas foram revertidos. Aos poucos, as dívidas foram sanadas, a entidade voltou a receber incentivos, adquiriu novos equipamentos e vai fechar 2019 com medidas inéditas para os cooperados. Pela primeira vez, a Cocap tem lucros para serem divididos entre os cerca de 45 cooperados. Foi também em 2019 que os cooperados tiveram acesso ao benefício das férias remuneradas e têm direitos assegurados com recolhimento do INSS.
A boa saúde financeira da entidade é uma excelente notícia não apenas para os cooperados que, depois de anos enfim conquistaram benefícios trabalhistas, mas também para o município como um todo.
O trabalho prestado pela cooperativa é essencial dentro de uma política de gestão ambiental. A reciclagem maximiza a vida útil do aterro, gera novos recursos e emprega pessoas. É um trabalho, portanto, que precisa ser valorizado e desmarginalizado. É também uma atividade que precisa ser profissionalizada. O fechamento das contas ‘no azul’ são sinal de que a cooperativa e também a gestão de resíduos do município estão no caminho certo.