OPINIÃO

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Qualificação profissional é fundamental na região

Da Redação

| Edição de 16 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A capacitação da mão de obra é um desafio em Apucarana e Arapongas. A falta de formação ou conhecimento técnico dificulta o preenchimento de vagas nas agências de emprego dos municípios. Esse problema vem sendo combatido, é verdade, por projetos que visam a capacitação profissional, principalmente de jovens. No entanto, há ainda um longo caminho pela frente a ser percorrido. 

Por isso, a informação publicada pela Tribuna na edição de ontem sobre a evolução no nível de escolaridade representa um avanço. Os trabalhadores com ensino superior dobraram em Apucarana e Arapongas em 10 anos. Em 2006, empregados com graduação somavam 4.457 nos dois municípios. Esse número saltou para 9.187 em 2016, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 
Mesmo com este aumento significativo em dez anos, a maior parte dos trabalhadores com carteira assinada em Apucarana e Arapongas tem ainda apenas o ensino médio como nível de escolaridade. Dos 67 mil trabalhadores em 2016 nas duas cidades (sendo 33,2 mil em Apucarana e 33,8 mil em Arapongas), 42% finalizaram somente o ensino médio. Já as pessoas com o ensino fundamental completo somam 7,6 mil , o que equivale a 11,3% do total. 
Diante desse cenário, é essencial ampliar a capacitação dos trabalhadores, principalmente dos mais jovens, que estão ingressando no mercado de trabalho. A Prefeitura de Apucarana, por exemplo, mantém em funcionamento o Programa Municipal Pré-Aprendiz. A iniciativa, que tem como foco preparar jovens com idades entre 14 e 22 anos para o ingresso no mercado de trabalho, acontece de forma descentralizada, com turmas desenvolvidas no Centro de Qualificação Total, do Jardim América, e turmas em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc). 
Diante da competitividade do mercado de trabalho, os profissionais precisam se qualificar permanentemente. Nesse sentido, é importante que o poder público garanta mais opções nesse sentido, com cursos profissionalizantes. Ao investir assim, ocorre o famoso ganha-ganha: o trabalhador tem acesso a mais vagas de empregos e o próprio município se fortalece economicamente.