O clima seco dos últimos dias provocou aumento do número de queimadas ambientais em Apucarana. No início da noite de segunda-feira, por exemplo, um incêndio na vegetação atingiu o pátio de uma empresa de reciclagem no Parque Industrial Norte, na saída para Londrina. Retalhos de tecido armazenados no local pegaram fogo, exigindo um esforço grande do Corpo de Bombeiros para apagar as chamas. Uma densa nuvem de fumaça pôde ser vista de praticamente toda a cidade.
Não chove na região há quase 50 dias. Portanto, o clima é propício para esses focos de incêndio. Infelizmente, a maioria das queimadas registradas na cidade tem origem na ação humana. São pessoas que, de forma irresponsável, colocam fogo na vegetação ou em resíduos nos quintais das próprias casas sem levar em conta os riscos.
A empresa do Parque Industrial Norte é apenas um exemplo. Há 20 dias, o fogo às margens da linha férrea também provocou pânico em um bairro da cidade. Pelo menos onze moradias precisaram ser evacuadas pelo Corpo de Bombeiros por causa do perigo de intoxicação com a fumaça.
Esse problema se repete nos meses de julho e agosto de cada ano. Apesar das orientações à população, muitos insistem com essas queimadas. É algo inexplicável, uma necessidade de colocar fogo que ultrapassa o bom senso e o entendimento.
O ato de queimar o lixo no fundo do quintal, segundo o Corpo de Bombeiros, é considerado crime ambiental, assim como colocar fogo em terrenos baldios. Esse crime é passível de reclusão de dois a quatro anos e multa.
Além do risco provocado por esse tipo de ocorrência, há também as consequências à saúde. A fuligem gerada pelas queimadas agrava doenças respiratórias, principalmente entre as crianças. Por isso, os serviços médicos ficam lotados nesta época do ano.
A população deve acabar com esse péssimo hábito de colocar fogo em lixo ou vegetação. A limpeza de quintais e terrenos baldios precisa ser feita de outra forma, sem prejudicar o meio ambiente, tampouco desrespeitar a vizinhança e colocar em risco à população.
É, acima de tudo, uma questão de conscientização e de civilidade. Essa mudança de comportamento das pessoas faz bem ao meio ambiente e também à convivência com as demais pessoas.
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