As queimadas representam um grande problema ambiental em praticamente todas as regiões do país. Na maioria dos casos, esses incêndios são provocados de forma deliberada por moradores. A intenção é promover a limpeza de terrenos ou de pastagens, incinerando lixo, madeira ou a própria vegetação. Esse tipo de comportamento, no entanto, é extremamente perigoso. Uma queimada aparentemente inofensiva pode provocar incêndios de grandes proporções e até tragédias. São vários os exemplos nesse sentido.
Na última segunda-feira, por exemplo, uma queimada às margens da BR-376, entre Apucarana e Cambira, por pouco não provocou graves consequências. A fumaça invadiu a pista na altura do Distrito do Pirapó e tirou a visibilidade de motoristas. Seis carros bateram em sequência e nove pessoas precisaram de atendimento médico decorrente do “engavetamento” na rodovia.
Colocar fogo em resíduos no quintal de casa ou vegetação em propriedades rurais é um risco que deve ser evitado. Além de dar trabalho extra para os bombeiros, representa um perigo imenso. O fogo gera impacto no meio ambiente, causa a morte de animais e ameaça edificações e prejudica o trânsito, como é o caso do Distrito do Pirapó na última segunda-feira.
As chamas parecem gerar uma atração instintiva em algumas pessoas. Somente isso explica esse comportamento de colocar fogo em qualquer oportunidade. As queimadas em quintais de residências costumam gerar até discussões e atritos entre vizinhos. São situações extremamente comuns, que fogem, em alguns casos, à compreensão.
É preciso rever essa postura. Além de prejudicial ao meio ambiente, também causa problemas respiratórios, até porque esses incêndios são realizados justamente em dias extremamente secos. Falta informação às pessoas, além de educação. Colocar fogo é pouco inteligente, na verdade. É preciso promover a limpeza de seus quintais de outra forma, sem prejudicar o meio ambiente, tampouco desrespeitar a vizinhança.
É uma questão de conscientização e civilidade. A limpeza dos terrenos deve ser refeita de um maneira menos agressiva, com a capina do mato, a limpeza do lixo e o seu encaminhamento para locais apropriados. Essa mudança de comportamento faz bem à natureza e à convivência.