OPINIÃO

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Rigor na fiscalização traz segurança ao consumidor

Da Redação

| Edição de 09 de abril de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal (PRF) em 17 de março, gerou forte repercussão entre os brasileiros. Não poderia ser diferente diante das denúncias de adulteração de carne envolvendo os principais frigoríficos do país. Afinal, os consumidores sentiram-se desconfiados, independente da polêmica sobre a falta de laudos técnicos durante a investigação da PF. 

Esse escândalo, que levou muitos empresários e servidores federais para a cadeia, reabriu a discussão sobre a importância da fiscalização dos produtos destinados ao consumo. É um trabalho fundamental para garantir qualidade e segurança aos consumidores, ainda mais de carne, que não pode jamais ser corrompido. 

Em Apucarana, por exemplo, a Vigilância Sanitária vistoriou 108 estabelecimentos desde janeiro. Esse mutirão vinha ocorrendo antes da operação da Polícia Federal e foi ampliado depois, a partir da preocupação instalada entre os consumidores. 

Cerca de 40% desses locais apresentaram algum tipo de irregularidade. A maioria, no entanto, de simples solução. Apenas três estabelecimentos foram interditados porque apresentaram problemas mais graves de estrutura na venda de carnes, mas já voltaram a funcionar após providenciar a readequação. 

É indiscutível, por um lado, que a Operação Carne Fraca foi ruim para a economia brasileira. Muitos mercados se fecharam para o país ou ampliaram as exigências para aceitar o produto brasileiro. Isso representa um grande prejuízo à balança comercial, sem dúvida. 

É também preciso reconhecer que a operação cometeu algumas falhas ao não providenciar outros laudos técnicos para comprovar suas denúncias, colocando todos os frigoríficos num mesmo patamar de corrupção e de desrespeito ao consumidor. Em outras palavras, a sensação que ficou era de que a maioria vendia carne podre, o que absolutamente não é verdade. 

Por outro lado, essa operação foi fundamental para “abrir os olhos” da população para o assunto, aumentando os padrões de exigência. Outro ponto é o combate à corrupção envolvendo os fiscais, que deveriam trabalhar em defesa da qualidade dos produtos comercializados. 

Por fim, o consumidor sairá beneficiado. Certamente, os frigoríficos vão ter maior preocupação com o produto que levam a mesa da população, assim como açougues e outros revendedores. A saúde precisa estar em primeiro lugar. A corrupção é inaceitável em qualquer setor e chega a ser cruel quando envolve alimentos, com fraude na qualidade dos produtos visando maior lucro. Isso gerou indignação com o leite adulterado e agora com a carne. São situações inaceitáveis e que não podem mais se repetir no país.