Mais de 7 milhões de paranaenses têm acesso à rede de esgoto. São 2.761.216 imóveis ligados à rede o que coloca o estado com um índice de cobertura de 70,5% da população paranaense, um percentual 20% maior que a média nacional. Uma parte significativa desses números faz parte de uma realidade recente. Segundo aponta balanço divulgado anteontem no aniversário de 55 anos da Sanepar, um terço dos imóveis atendidos com coleta foram ligados nos últimos 7 anos.
Com isso, o índice de atendimento aumentou de 58,7% para os atuais 70,5%. A melhoria dos índices é resultados de uma política efetiva de investimentos em saneamento, que colocou o setor dentro de uma lista e prioridades e de planejamento.
Os reflexos desse posicionamento aparecem nas cidades. Na região, moradores de diversos municípios que reivindicaram por anos o serviço começam, enfim, a ter esgoto na porta de casa em um processo que vem corrigindo um abismo criado por décadas de falta de investimentos, notadamente nos municípios menores.
Atualmente, uma série de cidades da região tem obras de saneamento em andamento. Redes estão sendo implantadas, ampliadas ou foram finalizadas recentemente em Jardim Alegre, Faxinal, Cambira, São João do Ivaí, Manoel Ribas, Jandaia do Sul. Em Ivaiporã e Arapongas a Sanepar garantiu, no final do ano passado, novo pacote de obras para reforço do serviço.
Por conta dos investimentos, o Paraná tem se adiantado na questão. O Atlas de Abastecimento, documento lançado em 2011 e que será revisado em 2018, mostra que 45% dos brasileiros ainda não têm uma solução de esgotamento adequada, e que 70% não possuem sequer uma Estação de Tratamento de Esgoto, ou seja, o esgoto, quando coletado. é lançado diretamente nos rios. O Paraná está entre os poucos estados que tratam 100% do esgoto coletado, mas como se vê pelos números é uma exceção à regra.
No Brasil falta uma política séria de saneamento, algo que envolve não apenas esgoto, mas também coleta de lixo.
Um bom exemplo dessa inércia está no fato do governo federal ter prorrogado novamente o o prazo limite para que os municípios brasileiros apresentem seus Planos Municipais de Saneamento Básico. Determinado por lei federal, o plano é requisito obrigatório para obtenção de recursos. É a terceira vez que a exigência prazo é protelada. A primeira data a ser prorrogada foi em dezembro de 2014, a segunda em 2015 e a terceira no final de 2017. Agora, o novo prazo para a apresentação dos planos municipais ficou para o final de 2019 em uma trajetória que lembra a questão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Saneamento precisa ser prioridade em todas as esferas de governo.
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