De tempos em tempos o mundo vê-se premiado com fatos realizados por pessoas predestinadas, divinamente, para realizar obras de alto valor humanitário e que, por isso, é possível transformar o mundo com pequenos atos e coisas e são, justamente, por aqueles que abraçam causas pelo bem comum e impossíveis para a humanidade.
Nada pedem e nada exigem para atingir seus objetivos e só querem dar exemplos humanitários e dignificantes, querendo demonstrar sem qualquer paixão ou vaidade que dentro da alma existe o lado bom que pode ser cultuado de forma extraordinária para o bem comum e que está consagrado no íntimo de cada um.
Na verdade, falar sobre isso no atual momento é até uma utopia, tendo em conta que atitudes gananciosas das nações beligerantes que invadem países sem o menor temor ou escrúpulo, não respeitando os Direitos Humanos, destruindo tudo, matando pessoas sem dó e nem piedade – crianças, velhos, mulheres e pessoas indefesas – e com gastos incalculáveis com armamentos sofisticados e, como sempre acontece, tardiamente, percebem que tudo que oi em vão e buscam propor a paz depois de terem aniquilado tudo, deixando para trás lares impiedosamente destroçados.
Mas, nesse montão de lixo desumano ainda surgem pessoas de índole extraordinária que, numa vontade indômita, deixam seus lares e suas terras, familiares e amigos e se lançam numa tarefa para, pelo menos, amenizar as dores de outros povos sofridos e necessitados carentes de amor, carinho e afeto.
A lista é infindável de pessoas que lutam por causas humanas, não importando cor, raça, religião ou país e o que possa acontecer e pondo suas vidas em jogo e enfrentando todas as agruras e contrariedades possíveis e inimagináveis, doando suas vidas pelo bem e de minorar o sofrimento de muitas vidas, sem qualquer recompensa e com o único objetivo de doar-se às obras divinas.
Assim, uma mulher franzina, albanesa, atendendo ao chamado de Deus foi até Calcutá, na Índia, e o que ela viu lá foi miséria, doenças, fome, desamparo e até as próprias convicções daquele povo miserável, sendo ela católica de formação.
Sobre a Santa Maria Tereza de Calcutá, recentemente, elevada ao altar dos santos, a escritora Maria Clara Lucchetti Boingemer, dá perfil de sua personalidade, ou seja, “Se só o amor é digno de fé, a escuridão da alma de Madre Tereza de Calcutá, como era chamada, é mais luminosa que todas as auroras. Tem a iluminá-la uma vida real de amor feito pelo serviço contínuo, humilde e gratuito, sem nenhuma retribuição, aos mais sofredores. Possa ela continuar sendo a referência que sempre foi, agora, enraizada profundamente na imensa fragilidade da qual partilha e aponta com força e luz maior para Deus que o Senhor de sua vida e com quem está em perfeita comunhão”.
A Santa Tereza de Calcutá ainda foi laureada com todos os méritos com o Prêmio Nobel da Paz. Milhares de pessoas renderam-lhe as honrosas e merecidas homenagens do mundo inteiro e o católicos que vêm nela um referencial de fé e bondade e é cultuada por todos os povos com grande respeito e reverência, por ser o que ela foi para o mundo, mais santo e amoroso.