A saúde pública precisa ser tratada com maior seriedade. Um exemplo da falta de respeito com o cidadão está em Arapongas. Em abril do ano passado, o Hospital Regional João de Freitas inaugurou 20 leitos de UTI. No entanto, o esforço da direção do hospital em ampliar a oferta de tratamento intensivo esbarrou na incapacidade de gestão do governo federal. Para funcionar e atender os pacientes, os leitos de UTI deveriam ser credenciados pelo governo federal. Um ano ano depois, esse procedimento não foi feito e o atendimento nessa ala não ocorreu até hoje.
Com a demora da União, o governo estadual decidiu assumir essa responsabilidade e credenciou o Hospital João de Freitas. Agora, finalmente, os 20 leitos poderão ser utilizados no atendimento à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa demora é lamentável. A região tem uma carência de leitos de UTI e, por isso, é absurda a situação que vinha ocorrendo no “João de Freitas”. O hospital mantinha a estrutura adequada para o atendimento, mas faltava o credenciamento por parte do Ministério da Saúde. Isso deveria ter ocorrido imediatamente, visando garantir o atendimento da população da região, que utiliza dos serviços médicos em Arapongas.
O governo federal foi omisso. Os leitos da UTI em Arapongas são estratégicos, pois atendem uma ampla região no Paraná, e fundamentais para salvar vidas.
Segundo o secretário Michele Caputo Neto, o Paraná gasta cerca de R$ 550 mil por mês para manter leitos do UTI e está tendo que assumir outras responsabilidades que seriam do governo federal, como a manutenção e renovação da frota do Samu.
Esse desleixo com a saúde é mais um dos reflexos da inoperação e da incapacidade de gestão da presidente Dilma Rousseff. O país está parado em todos os setores. A inaptidão do governo está chegando também aos serviços básicos. Há pouco tempo, municípios e governos estaduais reclamaram da demora no repasse de vacinas que estão no calendário anual.
É apenas um dos exemplos da falta de rumo do governo federal. Há um colapso de gestão. Dilma, desde que assumiu o mandato, apenas age para tentar se manter no governo. No entanto, não há mais condições. É por isso que o impeachment, que será votado no domingo, é tão importante.