OPINIÃO

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Sociedade não pode aceitar ataques ao patrimônio público

Da Redação

| Edição de 24 de abril de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Localizado no Jardim Colonial, zona leste de Apucarana, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Geralda Siqueira Bormaita está sem aulas. A unidade escolar, que atende mais de 150 crianças no ensino infantil e fundamental, suspendeu as atividades em tempo indeterminado. O motivo é que no final de semana o prédio foi invadido e toda a fiação elétrica foi furtada. 

Essa é a terceira vez que a CMEI é furtada neste ano. A última situação ocorreu há pouco mais de um mês e obrigou a prefeitura a trocar todo o sistema elétrico, além de substituir alguns equipamentos danificados. A conta ficou em cerca de R$ 40 mil e o conserto demorou dias para ser finalizado.
Os prejuízos dessa nova incursão da bandidagem ainda não foram calculados, mas a prefeitura estima que os danos foram maiores. E antes que se diga que é preciso investir em segurança no local, é bom lembrar que o local tem circuito de câmeras. As imagens dos criminosos inclusive já foram encaminhadas para as autoridades competentes com objetivo de identificar e punir os responsáveis.  
Por conta da suspensão das atividades, a Autarquia Municipal de Educação (AME) está abrindo vagas emergenciais em outras unidades de ensino para crianças cujos pais e responsáveis não tem como ficar com os filhos no período.
Até por conta da maior quantidade de prédios - são 23 CMEIs e 36 escolas municipais - a educação está entre os setores com maior registro de prejuízos relacionados a vandalismos e furtos. Segundo levantamento da AME, os prejuízos somam neste ano - excluindo-se esta última situação - R$ 60 mil. Também não entram na conta reparos. como conserto de alambrados e troca de lâmpadas, que são feitos pelas equipes de manutenção da autarquia. 
O prejuízo, vale dizer, não se restringe à comunidade do Jardim Colonial. Para reparar os estragos feitos ali, a prefeitura precisa realocar equipes que atuariam em outros pontos da cidade atrasando, portanto, outros serviços. 
É inaceitável que essa situação perdure. É preciso que não apenas o poder público, mas a sociedade reaga contra esse tipo de postura criminosa que tanto prejudica a comunidade.