OPINIÃO

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Trabalho e planejamento geram negócios e empregos

Da Redação

| Edição de 28 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Ministério do Trabalho divulgou anteontem o saldo entre admissões e demissões do mês de novembro. E os números não foram exatamente os esperados, pelo menos no cenário nacional. Após sete meses de saldos positivos e geração de novas vagas e mesmo sob o efeito dos empregos temporários tradicionais de fim de ano, o Brasil fechou 12.292 vagas com carteira assinada em novembro.

Após o bom desempenho de outubro, quando 76.599 mil novas vagas de emprego foram abertas no país, analistas e o próprio governo federal esperavam melhores resultados para o Caged de novembro. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, foram abertos 299.635 postos com carteira assinada, o que sugere uma lenta recuperação da atividade econômica após dois anos de recessão. Contudo, nos últimos 12 meses, o saldo ainda é negativo em 178.528 vagas.
Se no cenário nacional novembro frustrou expectativas, regionalmente os números são muito melhores. A começar pelo Paraná. Entre demissões e contratações, as empresas do estado abriram 1.433 novas vagas formais no último mês. No acumulado de janeiro a novembro, o saldo é positivo em 32.743 vagas. Ao longo do ano, apenas junho reservou resultado negativo no saldo de emprego, com redução de 3.561 vagas formais.
Os números da economia do estado vem chamando atenção no cenário nacional. Para economistas, a receita de sucesso paranaense é composta de mais de um fator. Está atrelada ao bom desempenho da agropecuária que acaba de encerrar um ciclo de safra recorde, a austeridade das contas públicas do governo do estado que apostou em um ajuste fiscal corajoso em termos políticos, além da adoção de uma política de investimentos descentralizada. Soma-;se a esse cenário, ainda, a implantação de um programa de incentivo à formalização e capacitação do empresariado com linha de crédito específica, o Bom Negócio.
Neste ano, o governo estadual investiu 
R$ 7 bilhões, um montante recorde que ajuda os municípios a quebrar o ciclo da crise. Onde tem obras e investimentos, o dinheiro circula, gerando novos empreendimentos e negócios. Para 2018, a estimativa de investimento é de R$ 8,4 bilhões.
O incentivo à formalização e os efeitos de uma política municipal voltada à qualificação profissional e à geração de renda também ajudaram Apucarana a se destacar na região na geração de vagas de emprego. O município veio a longo de 2017 com uma evolução na oferta de empregos com carteira assinada: foram 11 meses consecutivos de saldo positivo e mais de 1,1 mil novos postos de trabalho. Os números mostram que dar atenção ao setor produtivo, em frentes variadas, é uma alternativa importante para sobreviver e crescer mesmo durante a crise.