A agricultura, notadamente a familiar, está na formação da maioria dos municípios do Vale do Ivaí e se mantém, ainda hoje, como um dos setores mais importantes para economia local. O campo garantiu, ano passado, um faturamento de R$ 3,49 bilhões em 27 municípios da região. Garantir o faturamento do setor no futuro, entretanto, é um desafio.
Dos 27 municípios que compõem o Território Vale do Ivaí, 20 deverão perder população nos próximos anos. A projeção integra um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que apresenta uma perspectiva até o ano de 2040 e vem preocupando o setor técnico por conta do impacto dessa nova reconfiguração populacional.
Para manter a população e principalmente o homem no campo, uma série de projetos estão sendo discutidos e implantados na região. Uma das apostas do governo do estado, via Emater, que vem atuando nesta esfera junto ao Território do Vale do Ivaí, é o fortalecimento e incentivo de atividades que tenham sucesso em agregar renda o ano todo para o agricultor e que não necessitem de grandes áreas de terras para serem implantadas.
Com projeto de fruticultura já em andamento - dois encontros de capacitação para técnicos e extensionistas de toda região já foram realizados -, o setor começa a discutir outro nicho: o turismo rural.
Um workshop realizado anteontem em Apucarana deu início a formatação do projeto.
Hoje o turismo rural já é considerada uma atividade econômica estratégica em termos estaduais. Nesta semana, o governador Beto Richa sancionou a lei que cria a Rota do Vinho, abrangendo 36 municípios, e a lei que regulamenta a Rota dos Tropeiros, que unifica as atividades já existentes em 22 cidades, nos Campos Gerais.
Na região, o turismo rural já vem sendo explorado. Em 9 anos, no Vale do Ivaí foram criados 20 circuitos de caminhadas rurais, que levam os turistas em trajetos de até 12 km e integram propriedades rurais, que fornecem alimentação aos turistas, além de abrir espaço para comercialização de produtos alimentícios e artesanato.
A meta do programa é ampliar a movimentação de turistas com oferta de circuitos turísticos integrados, além de capacitar e preparar os produtores rurais viabilizar a atividade, que gera alternativa de renda, emprega mão de obra familiar e mantém as pessoas na propriedade.
Há, de fato, muito a se explorar nesta área. A região tem cerca de 16 mil propriedades rurais, só em Apucarana, segundo o IBGE são 1,8 mil imóveis rurais, que têm grande potencial para gerar renda e oferecer uma nova perspectiva de turismo regional.
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