OPINIÃO

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União de esforços contra o Aedes aegypti

Tribuna do Norte

| Edição de 07 de janeiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O alerta feito nesta semana pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS), sobre a resistência enfrentada por agentes de endemias na fiscalização de residências em Apucarana, é absolutamente lamentável. A população precisa entrar de uma vez por todas nessa guerra contra o mosquito Aedes aegpyti. Caso contrário, os casos de dengue aumentarão, sem contar o risco de outras doenças, como o zika vírus e a febre chikungunya.

Segundo a Vigilância Sanitária, da AMS, muitos moradores não abrem passagem para os agentes. O receio de assaltos até se justifica, mas basta atentar para o uniforme e cobrar a apresentação do crachá de identificação. Na cidade, felizmente, nenhum caso de roubo foi registrado por supostos funcionários do município que atuam no combate à dengue. Se houver atenção e cuidado, observando as credenciais desses servidores, não há risco algum.

Outro problema é o número grande de imóveis fechados há semanas, sem que nenhum morador apareça. Isso dificulta a fiscalização e prejudica o combate à infestação do Aedes aegypti.

Hoje, Apucarana estão numa situação até confortável. O último índice de infestação é de 1,7% das residências - o recomendável é de até 1%.

No entanto, qualquer deslize na fiscalização e também no trabalho realizado pela própria população pode mudar esse quadro. As chuvas constantes dos últimos meses garantem condições ideais para a proliferação do mosquito. Se a população não mantiver limpos os seus quintais, retirando possíveis utensílios que sirvam de criadouros, essa guerra contra o Aedes não será vencida.

A dengue já era motivo mais do que suficiente para essa conscientização. Agora, com o zika vírus, essa necessidade se amplia. Afinal, o zika é apontado como causador da microcefalia, uma grave doença que afeta a formação do crânio em recém-nascidos. É algo dramático e que precisa ser combatido com todas as forças.

Portanto, é preciso unir esforços para combater esse mosquito. Limpar os quintais é fundamental e também abrir passagem para os guardas de endemias, devidamente uniformizados e identificados. É preciso acabar com o Aedes aegypti.