OPINIÃO

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União de esforços para combater o Aedes aegypti

Da Redação

| Edição de 21 de dezembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A vigilância contra a dengue precisa ser redobrada com o início dos dias mais quentes e chuvosos. O verão começou nesta semana e, com a nova estação, é fundamental colocar em prática medidas preventivas para afastar o risco de proliferação do Aedes aegypti. Além da dengue, o mosquito transmite o zika vírus e a febre chikungunya, que também são doenças que podem trazer consequências graves. 

Nos 17 municípios pertencentes a 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, nenhum caso de dengue foi confirmado até agora neste ano epidemiológico, que começou no mês de agosto. No entanto, o número de notificações da doença disparou, aumentando 35% apenas em dezembro. 

Essa situação precisa servir de alerta para a população. É importante redobrar os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, principalmente com o início do verão. Esta estação é marcada pelo calor e pelas chuvas em grandes quantidades. São as condições ideais para a reprodução do mosquito. 

Visando estimular essa mobilização popular, a Secretaria de Estado da Saúde lançou uma campanha de prevenção e combate ao Aedes aegypti. Com o mote “Se você não fizer a sua parte, ninguém vai fazer”, a campanha, iniciada na última semana, tem como objetivo mostrar os possíveis focos do mosquito e relembrar que a verificação e limpeza dos ambientes devem ser semanais. 

No último boletim de novembro, a região da 16ª RS tinha 142 notificações em 14 municípios. O informe divulgado na terça-feira pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que os casos suspeitos avançaram para 193. Todos os 17 municípios da área da regional têm ao menos uma notificação. Por enquanto, entretanto, nenhum caso da doença foi confirmado.

Esse quadro ainda é considerado tranquilo pela 16ª RS. No entanto, é preciso manter a atenção redobrada. Além do trabalho de fiscalização dos agentes de endemia, é fundamental que a população faça sua parte, como bem diz a campanha estadual. Se os moradores não removerem de casa recipientes que possam servir de criadouros para o mosquito, a dengue voltará a assustar na nossa região. 

Enfim, combater o Aedes aegypti deve ser uma responsabilidade e uma missão de todos os cidadãos. A dengue mata, sem contar os graves danos à saúde que podem ser provocados pelo zika vírus e pela febre chikungunya. É hora de unir esforços para reduzir os riscos dessas doenças.