OPINIÃO

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União de esforços para reduzir o número de furtos

Tribuna do Norte

| Edição de 04 de junho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma onda de furtos está preocupando moradores e comerciantes de Apucarana. Foram 424 ocorrências do tipo no último bimestre, uma média de sete casos por dia. Segundo dados da Polícia Militar (PM), 217 furtos ocorreram em abril e outros 207 em maio. É um número alto. Essa estatística envolve ocorrências em residências e também no comércio.

É preciso buscar maneiras de reduzir esse tipo de crime em Apucarana. A sensação de impotência diante desses furtos é enorme. Basta conversar com uma vítima para perceber a revolta e a indignação. Nada mais terrível para um comerciante do que chegar para trabalhar de manhã e encontrar o seu comércio violado. A sensação é a pior possível. Muitas vezes, o lojista vai demorar alguns meses para repor o estoque e voltar a lucrar.

O mesmo pode ser dito para um trabalhador, que encontra sua casa vasculhada, sem vários pertences, alguns que demorou vários anos para comprar. É algo terrível. Essa sensação de impotência diante da violência faz parte da vida de inúmeras pessoas em Apucarana e também em outros municípios da região.

Os furtos podem ser considerados menos graves que os roubos. Nos primeiros, produtos são subtraídos sem o uso da força; no segundo, há uma coação física do criminoso, muitas vezes armado com revólveres. Mesmo assim, precisa ser combatido, pois atua de forma considerável no aumento da sensação de impotência.

O grande problema é a impunidade. Por se tratar de um crime considerado mais leve, poucos ladrões permanecem presos. Com isso, retomam a rotina de pequenos delitos, prejudicando a vida da população que trabalha e age corretamente.

É preciso unir esforços para reduzir o número de furtos em Apucarana. Em primeiro lugar, essa tarefa cabe às autoridades. A presença de policiais é fundamental para inibir a ação de bandidos. Nesse tipo de crime, é muito difícil reaver os objetos subtraídos. Assim, é fundamental também realizar um trabalho de prevenção. É claro que a Polícia Militar (PM), por exemplo, sofre com a defasagem de efetivo e tem muitas prioridades. No entanto, é preciso encontrar maneiras também de reduzir esse delito.

Já a Justiça também precisa manter por mais tempo na cadeia esses ladrões. A superlotação não pode ser uma desculpa para facilitar a saída desses criminosos. A sociedade não suporta mais a impunidade. Se as leis são brandas, é importante discutir mudanças no Código Penal.

Por outro lado, as comunidades precisam se unir, realizando um trabalho conjunto de vigilância. Em ruas onde vizinhos atuam de forma unida, o número de ocorrências é menor.