A população precisa entrar de uma vez por todas na guerra contra o mosquito Aedes aegypti. Se a dengue já era motivo mais do que suficiente, agora a ameaça do zika vírus também é um argumento para que os moradores tomem uma atitude mais consciente diante desse grave problema de saúde pública, que vem afligindo todo o País.
O Paraná já confirmou cinco óbitos provocados pela dengue, quatro somente em Paranaguá, no litoral do Estado. Ao todo, o Estado registrou 2.203 casos da doença. O zika vírus também começa a preocupar. São dois casos no Paraná. O primeiro em Alto Piquiri, no noroeste, e o segundo em Londrina, no Norte. O zika vírus é apontado como um dos causadores de microcefalia.
Na região, a situação ainda é tranquila. São 16 casos de dengue confirmados desde agosto de 2015, sendo 7 em Apucarana e 3 em Jandaia do Sul. Os demais foram registrados em Arapongas, Bom Sucesso, Faxinal, Kaloré, Novo Itacolomi e São Pedro do Ivaí. O número é irrisório se comparado ao período entre agosto de 2014 e julho de 2015, quando foram anunciados na 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, 5.390 casos da doença, sendo 5.289 autóctones e 101 importados. Naquele ano epidemiológico, cinco municípios da região - Borrazópolis, Marilândia do Sul, Rio Bom, Califórnia e Mauá da Serra - registraram epidemia de dengue. Um óbito ocorreu em Borrazópolis.
Apesar desse quadro aparentemente tranquilo, a situação é, sim, preocupante. Afinal, estamos num período do ano de chuvas e calor acentuado, que são um clima propício para a proliferação do Aedes aegypti. O último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta semana pela 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, mostra que quatro cidades da região estão com risco de surto, pois têm infestação do mosquito está acima de 4%: Outras doze cidades estão em situação de alerta, pois estão com infestação entre 1% a 3,9%. Apenas um município está em situação satisfatória.
Ou seja, é preciso redobrar a atenção. Uma campanha nacional está sendo realizada para mobilizar a população. É hora de dar um basta nesse mosquito e isso depende principalmente dos moradores, que precisam eliminar qualquer recipiente que possa servir de criadouro do Aedes aegyti. Cada um precisa fazer a sua parte.