A Polícia Militar (PM) tem realizado um importante trabalho de combate ao tráfico de drogas em Apucarana. Os números mostram isso, com o aumento das prisões ligadas ao consumo e venda de entorpecentes na cidade nos últimos anos. Esse resultado foi possível a partir do uso de dois programas: o Business Intelligence (BI), que reúne dados dos Boletins de Ocorrência (BOs), relatórios e histórico de ações policiais, e o CAPEGEO, que utiliza os dados do Business Intelligence para dar um panorama geográfico da criminalidade.
Mesmo assim, o problema do tráfico de drogas é o campeão de reclamações dos moradores. A população sente-se incomodada com a presença de usuários e até traficantes agindo em praças públicas e imóveis abandonados. Se não chegam a ser cracolândias, alguns espaços da cidade são conhecidos por reunir usuários de drogas quase que diariamente.
A Praça 28 de Janeiro, no centro da cidade, é um exemplo histórico desse problema em Apucarana. É rotineiro encontrar pessoas se drogando no local, gerando um absoluto desconforto e constrangimento nos frequentadores. No local, a Prefeitura montou um parquinho público para crianças. No entanto, poucos pais se aventuram a utilizá-lo. Isso durante o dia, porque à noite a praça praticamente tornou-se um local proibido para o cidadão.
Outro local problemático em Apucarana é a praça do Cemitério da Saudade. O local também é usado por usuários de drogas. Muitas pessoas deixaram de utilizar o espaço para caminhadas por puro constrangimento com a presença de usuários de drogas e até mesmo traficantes que ali comparecem para vender seus entorpecentes.
Há também problemas gerados em alguns mocós. O imóvel abandonado da antiga Paranamotor, também no centro, é um exemplo. É frequente flagrar dependentes químicos misturados a andarilhos dormindo nesse local.
A situação é preocupante. As praças públicas precisam ser devolvidas à população. Não somente na área central, mas em toda cidade. Se apenas o trabalho da Polícia Militar não é suficiente, é fundamental que o poder público “reocupe” esses espaços, organizando ações culturais e de lazer para que a população possa voltar a frequentar esses locais. Apenas o parquinho não tem sido suficiente, no caso da Praça 28 de Janeiro, de intimida os usuários e traficantes. Ao dar “vida” a esses locais, é possível resgatar as praças públicas, que são o espaço mais democrático de uma cidade.