O ditado diz o seguinte: “Se você se sente só é porque construiu muros em vez de pontes”. Por isso que muitas pessoas isolam-se do convívio social e se queixam das atitudes dos outros.
Construir a amizade pode levar pouco ou muito tempo e, isso, vai depender da atitude de cada um. Uns estabelecem relacionamentos com facilidade, ao passo que outros pela sua índole introspectiva não conseguem se aproximar dos outros.
A amizade não se faz do dia para a noite, na verdade, as relações interpessoais devem ser construídas, tijolo por tijolo, à custa de gastar tempo, ouvir, tolerar as opiniões diferentes, ajudar sem se sentir vítima. Mas a experiência demonstra que nem sempre o homem consegue agir assim.
O psiquiatra Javier de las Heras, em seu livro “Conhece-te a ti mesmo”, garante que se pode acabar com uma situação de isolamento “se há esforço para recuperar alguns amigos antigos e dedicar o tempo livre para atividade que facilitem o contato com outras pessoas”. Como seria a verdadeira amizade senão aquela que o acompanha na alegria e na tristeza que vem a ser a legítima amizade e que, no caso, a sinceridade é fundamental para que ela seja sólida.
Aristóteles, filósofo grego, ensinou que “a amizade baseada na virtude quer o bem de um e do outro” e quando não há essa amizade virtuosa, mas um círculo vicioso de interesses em que os supostos amigos esperam apenas tirar proveito de um relacionamento? Se analisarmos o nosso mundo com mais de seis bilhões de habitantes, a solidão pode ser uma história sem fim. As pessoas estão ali, ao alcance da mão, mas suas atenções, sentimentos, objetivam não levar em conta a solidariedade da alma, o conforto de uma sincera troca de atenção. E tal como máquinas trabalham, trabalham, produzem e conquistam bens materiais: automóveis, eletrônicos de última geração, internet, e-mail. ]
E a solidão continua porque não há doação, e sem doação não pode haver amizade, e sem amizade ... A dor da solidão que começa na alma termina no corpo – gastrites, úlcera, estresse, depressão ... E pode voltar para alma na forma de inimizade. Pior porém é a solidão por falta de amigos. A idade, o sotaque, uma característica física. Abre-se a porta do apartamento, o imenso corredor cheio de portas, apartamentos cheios de gente, e a gente aqui, sem ter alguém para, ao menos, desejar um bom dia. No nosso dia a dia oferece a oportunidade estar com inúmeras pessoas no ambiente de trabalho, no supermercado, no clube com os quais se compartilham interesses. Destes, apenas alguns acabam por estabelecer vínculos entre si. A estima por alguém começa por uma simpatia inexplicável.
Dados coletados do suplemento “Valores Humanos” do Colégio Bom Jesus, Curitiba (PR).
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