OPINIÃO

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Violência e consumo de drogas andam lado a lado

Da Redação

| Edição de 23 de setembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Apucarana registrou na última quarta-feira o 15º assassinato do ano. A vítima foi um jovem de 20 anos. Dionathan Gabriel Barbosa da Silva foi morto com um tiro na cabeça em frente à casa onde morava, no Núcleo Habitacional João Paulo. Segundo a Polícia Civil, a suspeita principal é de que o crime tenha sido motivado por disputas entre traficantes.

Se confirmada essa hipótese, será mais uma morte que tem como pano de fundo as drogas. Segundo a polícia, a maioria dos homicídios registrados no município e também em outras cidades tem o tráfico como causador. São dívidas não pagas por usuários, disputas de pontos de vendas, acertos de contas, entre outras motivações desse tipo.

As drogas são um dos grandes problemas contemporâneos. Além dos homicídios, os entorpecentes estão relacionados a outros tipos de crimes, como roubos e furtos. Outros problemas decorrentes da dependência química são conflitos familiares e de relacionamentos, que, em muitos casos, também se transformam em ocorrências policiais em muitos casos.

Isso é reflexo direto do aumento de usuários de drogas no Brasil. O país é campeão no consumo de crack e cocaína, superando os Estados Unidos e em quatro vezes a média mundial. Os dados são do Escritório de Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês). A maconha também tem presença maciça e distribuição farta em todo território nacional.

Outro dado preocupante é que apenas um em cada seis usuários de drogas tem acesso ou recebe algum tipo de tratamento para dependência de drogas anualmente.

A dimensão do problema é gigantesca. Por isso, é preciso buscar ferramentas para reduzir a influência do tráfico de drogas, principalmente sobre a vida de menores e jovens. O clichê de que a droga é “porta para a criminalidade” se confirma a cada nova morte registrada. Portanto, as autoridades não podem fechar os olhos para esse grave problema. Combater o tráfico é agir em defesa da vida.

Além da repressão aos traficantes, o Brasil precisa evoluir muito no tratamento dos dependentes. É fundamental que o poder público assuma a construção de centros específicos para cuidar dessas pessoas que querem deixar a dependência, mas não encontram apoio adequado. Enfim, o país deve unir esforços para reduzir a influência desse verdadeiro mal que assola toda a sociedade brasileira.