A violência está assustando a população de Arapongas. Dois crimes registrados nas últimas semanas provocaram indignação. O primeiro, no final do mês passado, foi cometido contra um homem de 65 anos, assassinado com a própria arma por ladrões que usavam tornozeleira eletrônica. O segundo, na quinta-feira, vitimou um soldado do Exército, executado a tiros ao ser confundido com traficantes. O problema da insegurança preocupa e exige uma resposta mais consistente do Estado.
A morte do militar do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec), de Apucarana, chocou os araponguenses. Gregori Ferreira Rodrigues, de 20 anos, foi atingido com pelo menos quatro disparos à queima roupa quando voltava para casa de moto com o colega de quartel, Lucas Gabriel da Silva, de 19 anos. Gregori morreu na hora, enquanto Lucas foi ferido com dois tiros e está hospitalizado sem risco de morte.
A Polícia Civil afirma que os criminosos podem ter confundido o militar com um desafeto do tráfico, que mora na mesma região e disputa o território para venda de drogas. Outra linha de investigação indica que os autores do crime receberam ordens para revidar um suposto ataque à casa de um traficante. O militar assassinado conduzia uma Honda Titan vermelha e o condutor de uma moto semelhante havia supostamente efetuado os disparos à moradia minutos antes. Ou seja, a “guerra do tráfico” está por trás desse assassinato.
Em nota oficial, o comando do 30º BIMec informou que a vítima tinha uma “ficha impecável” no batalhão. Há apenas dois anos no quartel, ele cursava o Curso de Formação de Cabos (CFC) e a formatura deveria ocorrer dentro de poucas semanas. O sonho do jovem, segundo familiares, era seguir carreira no Exército Brasileiro.
O sentimento é de indignação em Arapongas após o assassinato do militar e também do idoso. E não poderia ser diferente. Essa violência gera um sentimento de impotência na população. É preciso reagir, afinal, pessoas inocentes estão perdendo a vida por conta da criminalidade e também do tráfico de drogas.
Não há desculpas na segurança pública, ainda mais quando cidadãos de bem estão morrendo. É preciso buscar alternativas e, principalmente, ampliar os investimentos. O governo do Estado vem formando novos policiais para ampliar o efetivo, é verdade, mas isso não basta. É fundamental ampliar o contingente policial e equipar melhor as polícias para combater o crime e evitar que novas tragédias como essas em Arapongas se repitam.