OPINIÃO

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Violência praticada contra Jair Bolsonaro é inaceitável

Da Redação

| Edição de 09 de setembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ataque ao candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), precisa ser condenado por todos os partidos políticos e por toda a sociedade brasileira. A violência sofrida pelo polêmico deputado é inaceitável. As divergências políticas não podem ser resolvidas dessa forma. A política e a democracia têm como base o diálogo. As divergências de ideias são naturais e não podem descambar em nenhum tipo de agressão.

A facada que atingiu Bolsonaro não tem nenhuma justificativa. É um erro relacionar a violência apenas ao discurso, muitas vezes agressivo e discriminatório, do candidato. Afirmar que o político recebeu o ódio que dissemina é reduzir o debate.
Bolsonaro, de fato, é polêmico e muitas vezes traz opiniões inadequadas e  permeadas de preconceito, principalmente no que tange as mulheres, os negros e também os homossexuais. No entanto, fora o pântano das redes sociais e do fanatismo de alguns partidários de algumas legendas, ninguém defende atos de violência como o praticado contra o candidato do PSL.
A cena do esfaqueamento de Bolsonaro, repetida à exaustão nas redes de televisão e na internet, é abominável. É uma violência que nenhum candidato à Presidência do país e nenhum partido político aceita. Todos concorrentes ao Palácio do Planalto, muitos deles adversários ferrenhos de Bolsonaro, recriminaram esse crime. Eles foram unânimes em lamentar e defender o diálogo, e o combate no campo das propostas e das ideologias. 
É preciso, entretanto, refletir sobre essa polarização e a virulência ideológica. Essa disputa cega faz extremamente mal à democracia. É essencial respeitar os pontos de vista diferentes, até mesmo quando são totalmente contrários aos seus.
É um exercício difícil, é verdade, mas que precisa fazer parte da rotina das pessoas. Os políticos não podem atuar como incendiários, como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que culpou Bolsonaro pela “tempestade que semeou” ou o vice da chapa do candidato, o general Hamilton Mourão, que não titubeou em apontar o PT como inspiração do agressor.
O episódio também precisa servir de reflexão para o próprio Bolsonaro, que vem pregando em sua campanha a intolerância. 
A agressão ao candidato em Juiz de Fora na última quinta-feira e também os ataques à caravana de Lula – alvo de tiros no Paraná no começo do ano– precisam ser repudiados. Atitudes como essas colocam em risco a democracia. O País precisa lutar para não retroceder. Essa deve ser a principal bandeira das eleições de outubro.