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Advogado araponguense é alvo de operação da PF

Editoria de Política

| Edição de 31 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em cumprimento à determinação do ministro Edson Fachin, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumpriram ontem oito mandados de prisões preventivas, 15 de prisões temporárias e 64 de busca e apreensão. Atuações da PF ocorreram no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Goiás, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais. Cerca de 320 policiais federais atuaram na operação.
Os alvos da Operação Registro Espúrio, como foi denominada, são investigados por fraudes no sistema de registro sindical do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Imagem ilustrativa da imagem Advogado araponguense é alvo de operação da PF


Entre os presos temporários está o advogado João Alberto Graça, ex-superintendente regional do Ministério do Trabalho no Paraná. João Graça, que tem suas raízes em Arapongas e é filiado ao PDT, também foi assessor dos ex-ministros do Trabalho, Carlos Lupi e Manoel Dias, nos governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Sua prisão foi noticiada por diversos blogs e sites do Estado e do País. A reportagem procurou seu escritório de advocacia em Curitiba, porém este não quis se manifestar.
Três deputados federais são alvos da ação: Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB). A sede da Força Sindical, em São Paulo, também foi alvo da ação da PF. O ex-deputado federal e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, pivô do escândalo do Mensalão do PT, também foi alvo de busca e apreensão.
As investigações preliminares indicam que o grupo montou um esquema que funcionava em secretarias do Ministério do Trabalho e Emprego responsáveis pela análise de pedidos.
Na petição em que solicita as medidas cautelares, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, explicou ao ministro que, no decorrer do inquérito, a Polícia Federal identificou a existência de um esquema criminoso estruturado em cinco núcleos de atuação: administrativo, político, sindical, captador e financeiro. Também são mencionados, como exemplo, das fraudes, pagamentos que envolviam valores que chegaram a R$ 4 milhões pela liberação de um único registro sindical.