POLÍTICA

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Após bate-boca, CPI encerra depoimento de Ricardo Barros

DA REDAÇÃO

| Edição de 13 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado encerrou ontem, antes do final, o depoimento do líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP), depois que ele acusou a CPI ter atrapalhado a compra de vacinas. O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD/AM), afirmou que Barros – que foi convidado para a sessão de desta quinta-feira – será agora convocado para depor novamente. Aziz acusou o deputado de tentar culpar a comissão para tumultuar o depoimento e eximir o governo das responsabilidades pela falta de imunizantes.

Após pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Aziz anunciou que o colegiado vai marcar outro depoimento de Ricardo Barros, desta vez chamando o deputado na condição de convocado. Ontem, o parlamentar prestou depoimento como convidado. Além disso, a comissão vai consultar o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre quais medidas poderá adotar se comprovar que o deputado mentiu na comissão. Os senadores afirmaram que, logo após a declaração de Barros, o laboratório chinês CanSino desmentiu o deputado e afirmou que mantém o interesse de vender vacinas para o Brasil.
Durante o depoimento, Barros negou ter envolvimento na negociação com a Covaxin, mas alegou que as investigações da CPI acabaram afugentando laboratórios que poderiam vender imunizantes ao País. “O mundo inteiro quer comprar vacinas e eu espero que essa CPI traga bons resultados para o Brasil, produza um efeito positivo para o Brasil, porque o negativo já produziu muito, afastou muitas empresas interessadas em vender vacina ao Brasil que não se interessam mais...”, afirmou.
Os senadores reagiram. “Isso não é verdade”, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS). “Aí não dá”, emendou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A declaração de Ricardo Barros foi feita quando ele respondia sobre a negociação de 60 milhões de doses, ao preço de US$ 17 por dose, da vacina Convidecia, produzida pelo laboratório chinês CanSino. A vacina é representada no Brasil pela Belcher Farmacêutica e entrou na mira da comissão.