POLÍTICA

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Após doações eleitorais, governo revisa Bolsa Família

Agência Brasil

| Edição de 05 de novembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário está convocando 13 mil beneficiários do Bolsa Família que tiveram o pagamento suspenso em outubro. Segundo a assessoria do ministro Osmar Terra, O bloqueio foi feito após cruzamento de dados do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que identificou doações eleitorais incompatíveis com a renda declarada por eles.

O levantamento revelou indícios de contradição em doações de campanha feitas por 16 mil beneficiários. Desse total, o ministério identificou 3 mil pessoas que já haviam sido excluídas do programa por não se enquadrarem mais nas regras. Os demais 13 mil terão agora que atualizar os dados cadastrais para ter o benefício desbloqueado.

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Os beneficiários do Bolsa Família não são proibidos de fazer doações de campanha, mas, segundo o ministério, o repasse tem que ser coerente com a renda declarada pelas famílias no Cadastro Único.

De acordo com a pasta, há indícios de uso indevido dos Cadastros de Pessoa Física (CPFs) dos cadastrados no programa por terceiros.

NOTIFICAÇÃO

As famílias que tiveram o benefício do Bolsa Família suspenso foram notificadas por mensagem no extrato de pagamento e terão seis meses para fazer a atualização cadastral no setor responsável pelo programa nos Municípios. É necessário apresentar documentação de toda a família e o comprovante da doação eleitoral, se for o caso.

Quem não apresentar justificativa nesse prazo terá o benefício cancelado e quem não se enquadrar mais nos critérios do programa será desligado. Nos casos de pessoas que não fizeram doação de campanha, mas tiveram o CPF incluído entre os doadores, é preciso comunicar o erro à gestão do Bolsa Família no município em que reside.