Diversos segmentos organizados da sociedade apucaranense participaram na noite de anteontem da audiência pública sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), referentes à implantação do contorno ferroviário de Apucarana e do novo pátio de manobras, que será construído em área rural de Califórnia.
O encontro, convocado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), é uma exigência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelo convênio. A proposta de retirar a linha férrea da área urbana e afastá-la mais para a área limítrofe existe desde 2008.
Recursos federais e municipais, da ordem de R$ 3 milhões, já foram aplicados no projeto executivo e desde 2012 tramita no IAP o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente que a implantação do novo itinerário da ferrovia irá causar.
A empresa que elaborou o estudo ambiental é a Ecotécnica, de Maringá. A coordenadora de avaliação da empresa, Vanessa Fernandes, esclareceu que está em discussão a construção de uma nova ferrovia e não a retirada da que já existe.
Já o secretário municipal de Meio Ambiente, Ewerton Pires, observou que a construção do contorno ferroviário vai demandar, em valores atualizados, cerca de R$ 500 milhões. “Os recursos precisam vir do Governo Federal e a conquista deste aporte é outro processo, da mesma forma que a retirada da linha existente também irá exigir investimentos significativos”, diz.
Segundo ele, o projeto do contorno ferroviário já foi aprovado pela Sema e pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente. “Falta agora o licenciamento ambiental, por parte do IAP, para que a obra seja autorizada”, frisou.
Uma equipe do IAP, de Curitiba, conduziu a audiência e respondeu vários questionamentos dos presentes. Técnicos do IAP explicaram em detalhes o projeto, com traçado de 35 km e que prevê cercas de proteção em toda a faixa de domínio, com área de 20 metros de largura.