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Apucarana estima receita de quase R$ 400 milhões em 2020

Editoria de Política

| Edição de 24 de setembro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Secretaria da Fazenda da Prefeitura de Apucarana apresentou ontem, em audiência pública na Câmara de Vereadores, detalhes sobre a proposta que trata da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2020. O Município espera que a receita chegue a R$396.928.521,64 no próximo ano. O montante é 6,49% superior à estimativa do orçamento de 2019, que deve chegar a R$372.703.049,05. “Realizamos uma projeção contábil prudencial, tendo como parâmetro a evolução das receitas dos últimos três anos. Tudo dentro de uma realidade, com muita cautela para não corrermos risco de superestimarmos os números e, consequentemente, trabalhar com um orçamento impossível de ser alcançado”, explicou Sueli Pereira, secretária Municipal da Fazenda, lembrando que o texto final da LOA tem que estar compatível com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e com o Plano Plurianual (PPA).

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Legislação que contém, de forma consolidada, todas as receitas e despesas da administração direta e indireta, com destaques para os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos, a LOA trata do orçamento público, que é uma previsão de recursos que serão arrecadados no ano, especificando-se onde e em que quantidade serão aplicados. 
“Esta audiência pública abriu oportunidade para a participação da sociedade e prestação de contas de onde o dinheiro público será investido. Agora o documento segue com os vereadores, que têm até o final do exercício para, em comissões, apreciar e votar a matéria. Após a aprovação do Legislativo, a LOA volta ao Executivo para sanção do prefeito Júnior da Femac (PDT), sendo aplicada ao longo de 2020”, disse a secretária.
Sem as deduções, as participações da receita analítica projetam que a esfera federal destine a Apucarana R$224.916.267,00, englobando repasses para a Educação (Fundeb) e Saúde; a esfera Estadual R$78.512.000,00 através do ICMS, IPVA e IPI; já as receitas municipais devem atingir R$75.040.399,05, com o recebimento de impostos como IPTU, ITBI, ISSQN e IR. 
“Seguindo as prerrogativas da Gestão Beto Preto, o prefeito Júnior da Femac vai manter a aplicação dos índices constitucionais acima do que prescreve a lei. Serão destinados 20,5% do orçamento para a Saúde (mínimo é de 15%) e 26,4% para a Educação (mínimo é de 25%)”, esclarece Sueli. Medida que foi enaltecida pelo vereador Lucas Leugi (Rede). “A Saúde é o calcanhar de aquiles de todas prefeituras do Brasil, por isso parabenizo ao prefeito Júnior pela decisão de manter, acima do que a constituição estabelece, os investimentos neste setor”, disse.
Pela previsão orçamentária, a Saúde será a área que mais vai absorver recursos em 2020. “Serão destinados ao setor R$138.350.117,00, seguido pela Educação com R$98.550.370,00”, informa Sueli Pereira, secretária da Fazenda. Juntas, as secretárias de Obras e Serviços Públicos vão receber recursos na ordem de R$42 milhões. 

Dívidas deverão absorver R$ 20,9 milhões da arrecadação
As dotações da Prefeitura de Apucarana destinadas para pagamento de juros da dívida pública, amortização e precatórios em 2020 devem chegar a R$20.912.100,00. “Por negligência de gestões anteriores, que não respeitaram o orçamento, Apucarana sofre hoje pagando precatórios oriundos de obras e serviços fornecidos e não pagos, direitos trabalhistas e outros encargos não recolhidos que, atualmente, são um peso muito grande para a prefeitura”, lamenta a secretária da Fazenda, Sueli Pereira.
O gasto máximo com folha de pagamento está previsto para ser de 45% do orçamento, bem abaixo do limite de alerta que é de 48,6%, do limite prudencial (51,3%) e do limite máximo (54%). Previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 
O presidente da Câmara, Luciano Molina (Rede), também apresentou a LOA do Legislativo Municipal, que prevê um orçamento de R$ 12.975.004,64 em 2020, conforme estimativa de repasse do Executivo.