POLÍTICA

min de leitura - #

Apucarana tem a campanha mais tranquila da sua história política

Da Redação

| Edição de 02 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Os cerca de 86,8 mil eleitores de Apucarana irão às urnas neste domingo para eleger prefeito, vice e vereadores para o próximo mandato que se inicia no dia 1º de janeiro de 2017.

Eles deverão escolher um entre três candidatos a prefeito que concorre no pleito deste ano. O atual médico Beto Preto (PSD) busca a reeleição pela coligação “Siga em frente Apucarana”, tendo como vice o engenheiro Sebastião Ferreira Martins Júnior (PDT), o Júnior da Femac.

O empresário Sérgio Luiz Bolonhezi (PSDB) concorre pela coligação “Apucarana merece mais”, juntamente com seu candidato a vice professor Willian Caetano (PPS).

O professor e servidor público municipal Alex Júlio Barbosa é candidato a prefeito pelo PSOL, tendo como vice o estudante de psicologia Aldo Gabriel Lorin.

Para a Câmara de Vereadores concorrem mais de 130 candidatos, que disputam as 11 vagas disponíveis até o momento.

Em função do período curto e das novas regras de campanha estabelecidas pela Justiça Eleitoral que, entre outras medidas, proibiu doações financeiras de empresas, candidatos tiveram que usar mais as visitas as empresas, estabelecimentos comerciais e residenciais e reuniões nos bairros.

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana tem a campanha mais tranquila da sua história política

Neste ano não houve grandes concentrações de cabos eleitorais nas praças vestidos com as cores usadas pelo partido do candidato. Também foram eliminados os cavaletes que ficavam postados nas esquinas e em pontos estratégicos da cidade. Por um acordo entre partidos, os carros de som que faziam muito barulho no centro da cidade e nos bairros saíram de cena.

Esta pode ter sido a campanha eleitoral mais calma de Apucarana em todos os tempos, fato que é testemunhado por políticos antigos do município.

“Sem dúvida alguma, esta foi a campanha eleitoral mais tranquila da história de Apucarana”, declara Luiz Antônio Biachi, que foi prefeito de 1973 a 1976. Ele assinala que acompanha as eleições no município desde 1954, quando ainda era menino.

Ele observa que a população é contra a circulação de carros de som em alto volume pela cidade, assim como concentrações de cabos eleitorais com bandeiras atrapalhando quem passa pelas calçadas. Além disso, conforme o ex-prefeito, neste ano não houve o registro de qualquer briga entre candidatos, cabos eleitorais ou entre eleitores fanáticos. “Na campanha eleitoral de 76 até tiroteio saiu em Apucarana”, lembra.

Voldimir Mirão Maistrovicz, que foi prefeito de Apucarana de janeiro de 1977 a janeiro de 83, também considera esta campanha a mais calma e silenciosa de Apucarana. Segundo ele, em outras campanhas do passado sempre ocorreram algum tipo de briga. “Felizmente isso acabou”, afirma Mirão.

Segundo ele, o certo é acabar mesmo com todo barulho. Seria interessante que numa campanha eleitoral os candidatos a prefeito, principalmente, colocassem apenas alguns panéis em pontos estratégicos da cidade com sua foto, número, partido e alguma mensagem ao eleitor. “Só isso basta”, acrescenta.

Ontem, vésperas das eleições, a campanha foi calma na área central de Apucarana, com a presença de alguns grupos de cabos eleitorais e candidatos fazendo visitas ao comércio.

BETO PRETO (PSD)
Porque estamos num processo de fazer a cidade avançar cada vez mais. Conseguimos construir os caminhos para o futuro e é preciso que Apucarana siga em frente neste processo. Pagamos dívidas, fizemos o que foi possível pelo bem estar da população e queremos avançar mais, sempre com respeito a todos os cidadãos.


SÉRGIO BOLONHESI (PSDB)
Quero ser prefeito porque quero o melhor para minha gente de Apucarana e porque me sinto preparado para administrar o município. Além disso, entendo a política como uma missão de servir o povo. Nossa cabeça está fervilhando de boas ideias para a cidade e estamos com uma disposição enorme de trabalhar.

ALEX JÚLIO (PSOL)
Porque ser prefeito é uma missão, é uma maneira de servir à cidade, sobretudo às pessoas que mais precisam do Poder Público. A gente acredita que é possível fazer muita coisa que atenda às necessidades da população. Queremos fazer com que a Prefeitura seja um instrumento de defesa da democracia, com a participação popular.