A delegada de Polícia Federal Érika Mialik Marena, integrante da força-tarefa que conduz as investigações da Operação Lava Jato em Curitiba, foi a candidata mais votada para integrar a lista tríplice montada pela Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) para a indicação do próximo delegado-geral da PF. A delegada paranaense, que tem suas origens em Apucarana, encabeça a lista com 1.065 votos. Ela é filha do museólogo apucaranense Ninger Marena.
A eleição foi realizada nesta segunda-feira, tendo o pleito ocorrido durante todo o dia. Dez delegados da PF se candidataram a ocupar uma posição na lista, que deverá ser entregue ainda hoje ao presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), e ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.
O objetivo do processo, de acordo com a ADPF, é manter a autonomia da PF e tentar barrar interferências políticas na Operação Lava Jato. Erika era a favorita para encabeçar a lista de indicações e o presidente da associação Carlos Eduardo Sobral está confiante de que a sugestão será aceita pelo presidente Michel Temer.
TRANSMISSÃO
Caso seja nomeada, Erika será a primeira mulher a assumir o comando geral da Polícia Federal na história da corporação. “É muito positivo no sentido de empoderamento das mulheres em uma instituição totalmente masculina. Ela é um nome muito forte para encabeçar a lista tríplice”, afirmou Carlos Eduardo Sobral.
A previsão é que o atual delegado-geral da PF, Leandro Daiello, deixe o cargo logo após as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Também foram eleitos para a lista tríplice os delegados mineiros Rodrigo de Melo Teixeira, com 924 votos, e Marcelo Eduardo Freitas, com 685 votos.