POLÍTICA

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Apucaranenses divergem sobre prisão de Lula

Edison Costa

| Edição de 08 de abril de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) de Apucarana analisam a situação processual do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma perseguição generalizada contra seu líder maior. Eles consideram que o pedido de prisão feito pelo juiz federal Sérgio Moro, antes mesmo de se esgotarem os prazos processuais, foi uma nítida demonstração de que está ocorrendo uma prisão política.

Imagem ilustrativa da imagem Apucaranenses divergem sobre prisão de Lula


Já os que defendem a prisão do petista avaliam que justiça está sendo feita contra quem seria um dos maiores responsáveis pela corrupção no Brasil. Também acreditam que a impunidade está chegando ao fim neste País.
“É estranha esta decisão inédita do Moro, sem mesmo terem acabado todos os recursos a que tem direito o ex-presidente”, afirma o petista Antônio Pereira da Silva, o Tonhão, integrante da diretoria do Sindicato dos Bancários de Apucarana. “O que se estranha é essa celeridade no processo contra o Lula, o que demonstra um interesse político por trás de tudo isso”, analisa.
Para Tonhão, o ex-presidente está sendo condenado sem provas. Enquanto isso, outros contra os quais existem provas concretas continuam soltos por aí e os processos judiciais contra eles estão parados. Ele cita os casos do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB), que foi flagrado com uma mala de dinheiro, e do senador Aécio Neves (PSDB), contra quem pesam denúncias de corrupção.
O também sindicalista bancário e petista Hermes Gonçalves tem a mesma opinião de Tonhão. “Esta decisão do Moro comprova que há uma perseguição política contra Lula”, afirma ele, lembrando que o pedido de prisão foi feito imediatamente ao término do julgamento do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e quinze minutos depois de Moro ter recebido autorização do TRF-4 para pedir a prisão de Lula. “É ridículo este comportamento da nossa Justiça”, avalia.
IMPUNIDADE
Fernando Felipetto, membro do grupo Cristãos pelo Brasil, responsável por manifestações em Apucarana contra a corrupção, diz que vê com felicidade este pedido de prisão contra o ex-presidente Lula. “Isso significa que a justiça está sendo feita e que as coisas já estão mudando neste País”, analisa.
Para Felipetto, a prisão de Lula é mais um passo importante para que outros corruptos possam ir para a cadeia, inclusive de outros partidos. Segundo ele, parece que a era da impunidade está chegando ao fim no País. “Eu sempre ouvi dizer que o Brasil é o País da impunidade. Agora parece que isso está acabando”, acredita.
Para o empresário Júnior Serea, um dos diretores da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), a prisão de Lula significa que a lei conseguiu alcançar a todos, inclusive um ex-presidente da República, condenado por crimes de corrupção. “Estamos vendo que a lei não alcança apenas os pequenos, mas também os grandes”, diz Serea, que também é integrante do movimento Vigilantes da Gestão, uma entidade de controle social em nível de Estado que atua nas redes de controle social na fiscalização dos recursos públicos.
Para Serea, a prisão de Lula é um processo legal que observou todas as etapas, dando direito de defesa ao réu, e o que se concluiu é que há provas contra ele.