POLÍTICA

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Apuração da morte de petista não terá interferência política, diz secretário

Estadão Conteúdo

| Edição de 11 de julho de 2022 | Atualizado em 11 de julho de 2022
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O secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, afirmou nesta segunda-feira que a condução das investigações sobre o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu por Jorge Guaranho será feita de forma isenta e que não haverá interferência política. O atirador, Guaranho, é agente penal federal e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), e Arruda era filiado ao PT.

“O governador determinou que a investigação transcorresse com a maior isenção possível, técnica, para que chegasse à verdade dos fatos. Posso garantir que o resultado será o mais técnico possível”, disse.

A aliança do governador do Paraná, Ratinho Jr., com o presidente é alvo de desconfiança entre petistas com a Polícia Civil do Estado. Eles dizem que a falta de andamento das investigações do atentado à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná, em 2018, é uma das razões para desacreditar na imparcialidade.

Na manhã desta segunda-feira, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná chegou a afastar a delegada que até então conduzia o caso de Foz do Iguaçu, Iane Cardoso, das investigações. Ela fez diversas publicações contra petistas em suas redes sociais em 2017, em que dizia, por exemplo, que integrantes do partido ou estão mentindo, ou estão “roubando e cuspindo”.

Wagner Mesquita, porém, defendeu que a formação de uma força-tarefa no caso não tem relação com o posicionamento político de Iane. A chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegada Camila Cecconello, vai comandar a investigação. Segundo o secretário, por ser chefe de divisão, Camila teria mais recursos “humanos e técnicos” para dar uma resposta mais rápida. Iane segue como parte da equipe.

“Ela (Camila) se deslocou para Foz do Iguaçu e naturalmente ela fica na presidência do inquérito policial por uma questão de organização e antiguidade”, argumentou Mesquita. Ele também defendeu que os atos praticados por Iane estão “juridicamente perfeitos”.

O PT estuda pedir a federalização da investigação sobre o assassinato do guarda municipal, após as denúncias de suposta parcialidade da delegada que condizia o caso. “A investigação já tem muitos elementos probatórios, faltam somente as definições finais. Não acredito que estejam presentes elementos necessários para deslocamento de atribuição”, argumentou o secretário.

Em um eventual 2º turno Lula vence Bolsonaro por 53% das intenções de voto contra 37% do atual mandatário

A pesquisa FSB/BTG ouviu 2.000 eleitores de 8 a 10 de julho de 2022 e está registrada no TSE sob o número BR-09292/2022. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%. (ESTADÃO CONTEÚDO)

PRISÃO PREVENTIVA

O policial penal federal Jorge José Guaranho, responsável por atirar e matar o guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, teve a prisão preventiva decretada, mesmo estando internado em estado grave no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.

A informação foi repassada pelo promotor Tiago Lisboa, do Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná. A prisão foi decretada a pedido do Ministério Público do Paraná.


Assembleia cria comissão para acompanhar as investigações

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná anunciou, ontem à tarde, a instalação de uma Comissão Parlamentar para acompanhar as investigações sobre a morte do guarda-municipal e tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, ocorrida no sábado (09).

Arruda foi morto durante as comemorações de seu aniversário, com temática do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula, pelo agente penitenciário federal, Jorge José da Rocha Guaranho, que teria invadido o local falando palavras de apoio ao presidente Jair Bolsonaro e disparado contra o aniversariante. Guaranho também foi atingido por tiros e segue internado na UTI do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.

A Comissão será composta pelos deputados Delegado Jacovós (PL) e Arilson Chiorato (PT) e também terá o acompanhamento do presidente da Comissão de Direitos Humanos e da Cidadania, deputado Tadeu Veneri (PT). “Os três ficam designados para acompanhar o processo investigatório em nome do Poder Legislativo”, disse o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSD).