O prefeito de Arapongas, Sérgio Onofre (PSC), assegurou ontem a liberação de R$ 2,5 milhões para o município. Ele conseguiu a verba federal junto à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, no Ministério da Integração Nacional. O dinheiro já tem objetivo certo: dará sequência às obras de combate à erosão no município.
O prefeito afirmou que a recepção em Brasília foi calorosa. “Fomos muito bem recebidos pelo coordenador nacional de Proteção e Defesa Civil, Élcio Barbosa, a quem entregamos a documentação necessária e que nos assegurou que os recursos estarão disponíveis para as novas etapas das obras”.
Segundo ele, são ao todo quatro pontos de erosão no município, além de três pontes que serão recuperadas. A primeira etapa da recuperação e combate à erosão nestes locais já está praticamente terminada, ao custo de aproximadamente R$ 3,1 milhões, também repassado pelo Ministério da Integração Nacional.
Uma terceira e última etapa também está prevista, com repasse de R$ 1,5 milhões a ser feito após a conclusão da segunda etapa.
“No que diz respeito às obras de combate à erosão, tivemos um apoio muito importante do então deputado federal Osmar Serraglio. Ele foi muito bem votado em Arapongas, mas não se reelegeu. O Pedro Lupion, que nos deu suporte como deputado estadual até o ano passado e que se elegeu deputado federal, sendo inclusive bem votado também em Arapongas, passou a ser nossa mão amiga permanentemente em Brasília para esta e outras demandas”, acrescentou Sérgio Onofre.
Onofre disse entender que é natural haver alguma paralisação no repasse de recursos sempre que há troca de governo. “Porém, nós explicamos ao Élcio Barbosa que as obras de combate à erosão precisam prosseguir, até como forma de não se comprometer o que já foi feito”, argumenta.
Ele também ressaltou que, na semana passada, esteve em Arapongas o engenheiro Luís Fernando Rossi Léo, visitando as obras de contenção de três erosões localizadas nos conjuntos San Raphael e Palmares e na Vila Araponguinha. “Ele participou da elaboração dos projetos para as obras de combate à erosão e frisou ter encontrado os serviços em estágio avançado e a contento de tudo o que foi elaborado, o que facilitou a garantia da liberação dos recursos”, finaliza Sérgio Onofre.
O problema da erosão começou em janeiro de 2016, com um grande volume de chuvas registrado na cidade, agravado pelo rompimento de galerias pluviais. As obras nos locais consistem em construir colchões reno, que são ‘caixas’ de telas metálicas com enchimento de pedras, servindo para direcionar o fluxo de águas pluviais. Também são construídos os chamados muros de gabião, semelhantes aos colchões de reno, porém instalados em posição vertical, em encostas.