Três dias depois de anunciar que estava estudando um aumento da verba de ressarcimento para despesas de gabinete dos deputados estaduais, o presidente da Assembleia Legislativa do Parná, Ademar Traiano (PSDB), voltou atrás e desistiu da ideia. Na segunda-feira, Traiano admitiu reajustar o valor, hoje em R$ 31,5 mil mensais por parlamentar, alegando que ele estava congelado desde 2012, e que a Câmara Federal teria aumentado a mesma verba para os deputados federais em 24% no ano passado.
Se o valor fosse reajustado nos mesmos 24% da Câmara, ele chegaria a R$ 39.060,00 por parlamentar. O impacto para os cofres públicos seria de R$ 4.898.880,00 anuais. O dinheiro é usado para custear despesas com telefone, transporte e alimentação dos parlamentares e seus assessores.
O presidente da Assembleia recuou depois que tanto o líder da bancada do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), quanto o da oposição, Maurício Requião Filho (PMDB), se declararam contrários à medida, afirmando que em um momento de crise, quando se pede que a população faça sacrifícios, não haveria clima para aumentar a verba.